Plínio Bortolotti

Jornalismo: profissão jovem, feminina e branca

Jornalista

O estudo “Perfil do jornalista brasileiro – Características demográficas, políticas e do trabalho jornalístico em 2012”, editado pela editora Insular, será lançada no mês de maio na Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC). O trabalho apresentará o resultado de pesquisa feita com 2.731 profissionais, entre setembro e novembro de 2012, em todas as regiões do país.

Organização

A pesquisa foi organizada pelos professores Jacques Mick (Coordenador), Alexandre Bergamo e Samuel Limapelo, do Programa de Pós-Graduação em Sociologia Política (PPGSP) da UFSC, em convênio com a Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj).

Alguns dados

A profissão tornou-se tornou-se majoritariamente feminina (64%) e jovem (59% têm até 30 anos). O levantamento constata que 98% tem formação superior e 40% tem pós-graduação. Dos jornalistas, 59,9% recebem até cinco salários mínimos; aproximadamente 50% trabalham mais de oito horas por dia e 27% trabalham em mais de um emprego.

A pesquisa aferiu a distribuição dos profissionais por tipo de atividade: os que atuam principalmente na mídia são 55%; os que trabalham em assessoria de imprensa ou outras atividades jornalísticas fora da mídia, são 40%, e 5% atuam como professores. A profissão também é majoritariamente branca, com 72% dos jornalistas definindo-se dessa cor. Carga horária: de cinco a oito horas (43,3%); de oito a 12 horas (40,3%).

Jornalista também mostrou-se afastado de sua entidade de classe: somente 1/4 dos profissionais são filiados ao sindicato da categoria. Quanto a um órgão de autorregulação da mídia, 72% mostraram-se favoráveis. A pesquisa mostra ainda que 76% fizeram estágio antes de entrar na profissão.

Veja o resultado da pesquisa (pdf).

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