Plínio Bortolotti

Ciro Gomes e Joaquim Barbosa: “Os incendiários”

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Meu artigo publicado na edição de hoje (23/5/2013) do O POVO.

Ilustração: Hélio Rôla (clique para ampliar)

Ilustração: Hélio Rôla (clique para ampliar)

Os incendiários
Plínio Bortolotti

Já escrevi neste espaço, algumas vezes – e também comento em intervenções no programa Revista O POVO/CBN – sobre declarações esdrúxulas de autoridades locais e nacionais, neste caso, especificamente, de integrantes da mais alta corte do país, o Supremo Tribunal Federal (STF).

Entretanto, os chamados “homens públicos” – aqui e acolá – não param de surpreender. É um abuso verbal atrás do outro, como se nada houvesse mais a preocupá-los a não ser fabular opiniões destrambelhadas.

Começando pelo nosso terreiro: o Primeiro Irmão, ex-ministro Ciro Gomes (PSB), acusa o vereador Capitão Wagner (PR) de chefiar uma milícia de narcotraficantes, que seria formada por policiais militares. Desafeto do governo, Capitão Wagner dirigiu a greve da PM do ano passado e ameaça com outra, na Copa das Confederações.

Sem ter nenhum cargo oficial, como pode Ciro ter acesso a informações privilegiadas, inclusive determinando a forma como o governo vai agir, fazendo “rolar cabeças”? Se ele é o secretário da Segurança de fato – tirante o fato dele ter escolhido a pior forma de expor problema de tamanha magnitude -, tem-se irregularidade grave na administração pública, e o governador Cid Gomes fica devendo explicações ao distinto público. Se for apenas excesso verbal, Cid precisa pedir ao irmão que afaste o isqueiro do rastilho.

Outro reincidente é o presidente do STF, Joaquim Barbosa, que se especializa em agredir as instituições. Agora voltou sua canhoneira para o Congresso Nacional e para os partidos, acusando o primeiro de ser subserviente ao Executivo e os segundos de serem simplesmente “mentirinhas”.

A diferença entre os dois é que Ciro Gomes assume o que fala. Já o ministro Barbosa, depois de fazer das suas, manda a assessoria escrever notas desculpando-se em terceira pessoa (como foi o caso do jornalista que ele mandou “chafundar no lixo”) ou dando explicações pretensamente eruditas, mas que são unicamente descabidas, como fez agora.

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