Plínio Bortolotti

“Ser progressista é combater o monopólio do Google”, diz sociólogo americano

Ilustração: Hélio Rôla (clique para ampliar)

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Professor da London School of Economics e da Universidade de Nova York, Richard Sennett, 70 anos – considerado um dos mais famosos sociólogos do mundo – entende que o governo americano deve acabar com o monopólio das gigantes empresas da internet. “Ser progressista hoje é querer o desmembramento do Google”.

Estado como regulador

Autor do conhecido livro O declínio do homem público, ele diz que a esquerda virou “inofensiva” e defende o papel regulador do Estado.

Esquerda

Para ele, a esquerda americana protesta contra Wall Street (onde se concentram os grandes grupos financeiros dos EUA), mas defende os “gigantes do Vale do Silício” (lugar onde surgiram as grandes empresas da internet). “Saímos [a esquerda] do jogo nos EUA, as pessoas têm medo do governo, não querem nada com o governo”.

[As informações deste post, acima, foram reproduzidas da entrevista concedida por Sennett ao jornal Folha de S. Paulo (1º/9/2013). Clique no link para ver a entrevista completa.

A minha parte

Eu venho defendendo modestamente por aqui, muitas vezes com a incompreensão da “esquerda”, que o malefício do monopólio dos gigantes da internet será pior do que da chamada “velha mídia”. Escrevi, inclusive, que chegará o tempo em que teremos saudades do monopólio da rede Globo, quer parecerá coisa de criança.

Quem se interessar, pode clicar aqui. Também havia comentado, antes de estourar o caso Snowden, que Assange e companhia já vinham alertando que os “grandes” da internet, junto com governos, praticavam um “big brother” contra os cidadãos comuns. Aqui.

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