Plínio Bortolotti

Bispo Edir Macedo tripudia e ri de “muita gente que se matou” devido ao Plano Collor

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Falando para fiéis, o bispo Edir Macedo, da Igreja Universal do Reino de Deus (Iurd) expõe como teria comprado a Rede Record. Tripudia e ri de “muita gente que se matou”, devido ao Plano Collor, e diz que foi Deus quem “moveu a mão” do ex-presidente para beneficiar uma única pessoa: ele mesmo, o bispo Macedo.

Segundo Macedo, mesmo que “todo mundo” seja prejudicado, aquele que tiver uma “aliança” será beneficiado por Deus.

Vídeo

No vídeo, o bispo Macedo começa explicando que havia comprado a Rede Record por R$ 7 milhões; havia dado R$ 3 milhões de entrada, que ficaram retidos no banco, até que ele completasse o pagamento, sendo que, nem ele, nem os donos da Record podiam mexer no dinheiro até o negócio se concluir.

Veja o que ele diz ):
(reprodução a partir de 4:43 min do vídeo, grifei).

Bispo Macedo:
“Você se lembra do Plano Collor? Muita gente se matou, muita gente perdeu dinheiro, gente acabou com a vida. Sim ou não? O dinheiro que foi confiscado não foi isso? Foi a maior bênção que aconteceu para nós (a plateia ri). Vocês estão rindo agora, mas, ó, a gente ria que não era brincadeira. O pessoal se matando por aí e nós, a gente, kkkkkkk (imitando risadas). Graças a Deus. Deus moveu a mão do Collor para beneficiar apenas uma pessoa: eu (com ênfase, sob muitas risadas dos fiéis).

Eu posso provar isso para vocês, porque o dinheiro que nós tínhamos dado (os R$ 3 milhões) estava retido e os donos da Record se viram em aperto, porque eles não tinham dinheiro. Então, o jeito deles pegarem aquele dinheiro era fazer outra negociação conosco. E aí, já era (gargalhadas da plateia). Você não sabem disso. Eu tinha falado para eles (os donos da Record): vamos mudar esse contrato, é leonino, não dá (…) e o Collor veio (imita alguém assinando um papel). Somente a gente foi beneficiado. Aquilo (o Plano Collor) foi uma bênção. (…) Aí tomamos posse (da Record) (…).

Um dia o Collor me chamou, porque eu ajudei ele também. E aí ele falou: “Poxa…” (relata uma conversa supostamente banal que teve com Collor, aconselhando- a ler somente notícias boas). O que aconteceu? Veio o impeachment. Mas ele (Collor) para se vingar de um inimigo dele, que também era meu, a Globo, Roberto Marinho, assinou a outorga (da Rede Record). Pronto, já era. É isso o que aconteceu (sob aplausos). É forte. É forte, não é?

Quer dizer, eu estou falando isso para a glória do meu Deus (olhando para cima). Quer dizer, quando você tem uma aliança com ele (Deus), não tem jeito. Ele muda a lei, Ele faz das tripa coração, mas ele beneficia você. Ainda que todo mundo seja prejudicado, mas você, pode ter certeza, vai ser beneficiado. (…)”

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