Plínio Bortolotti

“Persépolis”, a vida no Irã pelos olhos de uma garotinha

Mel.1Feminista e amante da democracia (você sabe, os gatos só fazem o que querem) a Mel resolveu ler Persépolis, de Marajane Satrapi, que tinha 10 anos quando se viu obrigada a usar o véu islâmico, depois que os aiatolás tomaram o poder em seu país, o Irã (antiga Pérsia).

Não que antes, com o xá Reza Pahlev, a vida fosse boa por lá, era também uma ditadura, à qual a família da Marjane se opunha, apesar de desfrutarem vida de alta classe média.

Mas o fato, é que podemos podemos acompanhar a história do Irã pelos olhos que uma garotinha, que vai crescendo em um país em que tudo é proibido, especialmente para as mulheres.

Adolescente, os pais a mandam para a Europa; ela volta, conclui a universidade em Teerã, e muda-se definitivamente para Paris, tornando-se uma conhecida artista gráfica (texto e desenhos do livro são dela).

O resumo está bem resumido, mas lendo a revista em quadrinhos, ter-se-á uma boa visão do que aconteceu no Irã a partir de 1979. Escrito em linguagem leve e bem humorada, e o traço aparentemente despretensioso de Marjane, o livro vai agradar crianças, adolescentes, adultos e gatas espertas.

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