Política

Além do PP, DEM também não é apoio garantido a Roberto Cláudio

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Líder do DEM no Ceará, Moroni Torgan tem três indicações no governo RC (Foto: Divulgação/Câmara dos Deputados)

Líder do DEM no Ceará, Moroni Torgan tem três indicações no governo RC (Foto: Divulgação/Câmara dos Deputados)

Chefiado pelo deputado Moroni Torgan no Ceará, o DEM é hoje grande incógnita para a eleição de Fortaleza. Até agora com tendência clara pelo apoio à reeleição de Roberto Cláudio (PDT), a sigla ainda deve enfrentar pressões do comando do partido por via nacional.

Na Capital, posição da legenda é clara: Com três secretários na gestão do PDT, comando da sigla é enfático no apoio ao prefeito. Um dos integrantes da equipe de RC é inclusive o presidente municipal do DEM, Robinson de Castro (Desenvolvimento Econômico). Outras indicações são de Moroni na Guarda Municipal e na Secretaria Executiva Regional (SER) I.

O acerto com o prefeito, no entanto, tem contradições com o plano nacional. Em Brasília, o pedetismo pró-Dilma de RC vai diretamente de encontro com posição do DEM nos últimos anos. Além disso, PMDB, PSDB, PR e SD, siglas que compõem o governo Michel Temer (PMDB) junto com o DEM, estão todas unidas em Fortaleza na pré-candidatura de Capitão Wagner (PR).

“Oposição por excelência”

Outro ponto é que, no interior, maioria das candidaturas do DEM opera próximo das siglas da base de Temer e em oposição ao PDT e ao governo Camilo Santana (PT), aliado-mor de Roberto Cláudio. Um dos líderes do DEM no interior, por exemplo, o empresário Idemar Citó deve apoiar o deputado opositor Audic Mota (PMDB) em Tauá, nos Inhamuns.

Em Fortaleza, líderes da sigla descartam uma intervenção nacional. Em 2012, no entanto, posição do comando do DEM em Brasília foi determinante na candidatura de Moroni, na época em missão religiosa em Portugal, à Prefeitura. A saída pode ser a indicação de um vice do partido para Roberto Cláudio. Em todo caso, negociações devem seguir até o último minuto.

Partido Progressista

Antes dado como certo na base de Roberto Cláudio, o PP voltou a ter posição indefinida nos últimos dias, após o deputado Adail Carneiro retomar o controle do partido na Justiça. Ex-secretário de Camilo Santana (PT), Adail rompeu com o governismo no Ceará após “trair” o governador e votar pelo impeachment de Dilma na Câmara.

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