Política

Em reunião, Tasso defende neutralidade no 2º turno entre Bolsonaro e Haddad

Capitão Wagner (Pros) e Tasso Jereissati (PSDB): aliados no Ceará (Foto: Aurélio Alves)

Em reunião do PSDB na última terça-feira, 9, em Brasília, o senador Tasso Jereissati, ex-presidente do partido, defendeu neutralidade da legenda no segundo turno da disputa presidencial.

Concorrem Fernando Haddad (PT) e Jair Bolsonaro (PSL), que lidera a corrida com 58% dos votos ante 42% do adversário petista.

O encontro tucano foi marcado por trocas de hostilidades entre o candidato ao Governo de São Paulo João Doria e o ex-presidenciável Geraldo Alckmin, que amargou o pior resultado de um nome da sigla na briga pelo Planalto, terminando com 4,5% dos votos.

Durante uma discussão, o ex-governador de SP disse que não era “traidor”, referindo-se a Doria, que vem fazendo acenos ao eleitorado de Bolsonaro desde o fim do primeiro turno.

A resposta se seguiu a uma fala do ex-prefeito de SP e apadrinhado de Alckmin na qual o candidato defendia a necessidade de uma autocrítica do PSDB depois do revés nas eleições de 2018.

No áudio da reunião, que depois se tornaria público, Tasso rebate Doria ao afirmar que essa autoavaliação já havia sido feita no ano passado.

Em 2017, ao assumir interinamente a presidência do PSDB após afastamento de Aécio Neves, envolvido em escândalo de corrupção, Tasso deu início a um movimento de autocrítica dentro da sigla.

Uma das vozes mais sensatas do tucanato hoje, o ex-governador do Ceará tinha como principal alvo o embarque do partido no governo de Michel Temer (MDB) depois do impeachment.

Em recente entrevista ao Estadão, o cearense voltou a criticar a própria agremiação por haver questionado o resultado das eleições em 2014 e depois aderido à base de Temer.

O encontro tucano de terça-feira destinou-se principalmente a discutir um posicionamento dos correligionários na reta final das eleições.

A posição majoritária da legenda foi a de neutralidade, já explicitada pelo ex-presidente Fernando Henrique Cardoso nas redes sociais.

No Ceará, dois dos principais aliados de Tasso são bolsonaristas: o senador eleito Eduardo Girão e Capitão Wagner, campeão de votos para a Câmara dos Deputados – ambos filiados ao Pros.

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