Política

Dra. Mayra Pinheiro diz que cargo em governo Bolsonaro é técnico e sem ligações políticas

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Dra. Mayra pediu que a Polícia identifique compartilhamentos criminosos de fotos íntimas (Foto: Divulgação/PSDB-CE)

Mayra Pinheiro. (Foto: Divulgação/PSDB-CE)

A médica pediatra Mayra Pinheiro (PSDB) aceitou nesta terça-feira, 4, cargo de secretária de Gestão do Trabalho e da Educação na Saúde (STGES), órgão vinculado ao Ministério da Saúde, que será chefiado pelo deputado Luiz Henrique Mandetta (DEM-MS), que não tentou reeleição.

Questionada se o aceite representa ruptura com o senador Tasso Jereissati (PSDB), forte crítico de Bolsonaro, ela afirmou que “de forma alguma”.

“Esse meu convite é técnico, não tem ligações políticas. Luiz Henrique (Mandetta) sabe da minha atuação. Sou professora universitária capaz de estar nesta pasta pelo conhecimento científico”. Mayra disse ainda que está com Jereissati nesta quarta-feira, 5, para conversa em que comunicará oficialmente a participação no novo governo.

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Segundo Mayra, a relação com Mandetta estreitou-se há pelo menos cinco anos, quando dividiram causas relativas a saúde. A médica presidiu o Sindicato dos Médicos (Simec). “Deputado dos mais atuantes em defesa da saúde. Se colocou publicamente contra a forma política e eleitoreira como o Mais Médicos foi implantado. Estivemos juntos em diversos momentos”.

A correção do que diz ser “distorções” do Mais Médicos será um dos focos de atuação da ex-candidata ao Senado. Hoje, diz, os serviços do programa estão resumidos a vinda de profissionais de outros países ao Brasil.

“Mas o Mais Médicos, na lei, contempla tanto a formação médica quanto o ensino nas universidades e especialização de profissionais”. Complementa afirmando que a secretaria tem muitos âmbitos de atuação, a exemplo do Programa de Valorização do Profissional da Atenção Básica (Provab).

Sobre a nomeação do companheiro de campanha, General Theophilo, para a Secretaria Nacional de Segurança Pública, a médica avaliou como ganho para o País e para o Ceará. Credenciou o militar reformado como ícone de ética e humildade profissional, assim como Sérgio Moro.

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