Política

PDT quer abrir CPMI para apurar vazamentos entre Moro e Dallagnol

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O líder do PDT na Câmara dos Deputados, André Figueiredo, confirmou ao Blog Política que a sigla iniciará ainda nesta segunda-feira, 10, coleta de assinaturas para instalação de Comissão Parlamentar  Mista de Inquérito (CPMI). O objetivo é apurar os vazamentos entre o então juiz Sergio Moro, hoje ministro da Justiça, e o coordenador da Operação Lava Jato, procurador Deltan Dallagnol, divulgados pelo site The Intercept Brasil.

Segundo revelam os lotes de conversas a qual o site teve acesso, Moro contribuiu com os trabalhos da Lava Jato dando informações, conselhos e cobrando, até, mais intensidade da operação. “Não é muito tempo sem operação?”, perguntou o ex-magistrado em uma das conversas. “É sim”, respondeu Dallagnol.

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“Situação gravíssima em nosso país!Uma trama sem precedentes que precisa ser devidamente apurada. O PDT coletará assinaturas para abrirmos uma CPMI no Congresso . Temos que passar o Brasil a limpo em todas as esferas”, se manifestou Figueiredo via Twitter.

Uma CPMI tem poderes de investigação equiparados ao de autoridades judiciais. O objetivo destes colegiados é descortinar fatos de interesse público num prazo de 120 dias prorrogáveis por mais 60. Para abertura de uma, são necessários um terço das assinaturas da Câmara dos Deputados e do Senado Federal – 171 e 27 rubricas, respectivamente.

Bancadas

O “grosso” das assinaturas deve vir de partidos à esquerda e centro-esquerda, que apresentam críticas mais incisivas à operação. Só o PDT tem 27 parlamentares; o PT, que alega que o ex-presidente Lula é preso político, tem 55; o Psol contabiliza 10 deputados; o PC do B , oito. A soma dos números totaliza 100 assinaturas.

Há ainda partidos  que podem ter divergências internas. Aliado histórico do PT, o MDB tem 34 assentos na Casa, PSB tem 32 deputados, o Pros, oito, e o PSD tem 36.

No Senado o cenário é menos dificultoso.  A bancada do PT é de seis senadores, a do PDT de quatro,a do MDB tem 13, a do PSB, três e o PSD tem nove. A soma destes números dá um total de 36, mais do que o necessário para abertura da Comissão.

 

 

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