Política

Freire defende André Fernandes sobre facções, mas diz que parecer favorável a líder do MST gerou desconforto

Heitor Freire e André já divergiram quando o assunto foi Eleições 2020 . (Foto: Fabio Lima/O POVO)

O presidente do PSL Ceará, deputado federal Heitor Freire, afirmou que o agora ex-presidente da sigla em Fortaleza, deputado estadual André Fernandes, pediu para deixar o comando do partido. O anúncio ocorreu durante a noite desta quinta-feira, 13. Ele descarta a relação entre a saída de Fernandes da presidência com as afirmações de que parlamentares estaduais têm relações com facções criminosas. 

Primeiro, Freire cita que gerou desconforto o parecer favorável de Fernandes ao recebimento do título de cidadão cearense ao líder do  MST, João Pedro Stédile. “Sabemos da tamanha responsabilidade que é a comissão de Fortaleza e estávamos refletindo a situação.” O parecer do deputado foi pela constitucionalidade da proposta do colega de Assembleia Legislativa (AL-CE),  Elmano de Freitas (PT), não pelo mérito da iniciativa – se é certa ou errada.

Durante esta reflexão, Freire prossegue, a direção estadual do PSL foi surpreendida pela exigência de André Fernandes para que a comissão municipal fosse transformada em diretório municipal – instituição definitiva. As comissões, que são provisórias, têm até 29 de junho para realizar conversão, conforme o Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

Freire, então, não atendeu ao pedido, o que teria motivado o pedido de Fernandes de deixar a presidência do PSL Fortaleza. O pesselista ressalta, contudo, que  a saída de Fernandes do posto se deu de forma tranquila e ele segue nas fileiras do partido.

Sobre acusações relacionando deputados estaduais à facções criminosas, Freire que “reconhece a imunidade parlamentar do deputado para se expressar e espera que todas as denúncias sejam investigadas e os eventuais corruptos sejam condenados.”
Projeto
O deputado Heitor Freire é autor de Projeto de Lei ( nº 492/2019) que insere facções criminosas no mesmo campo de terroristas. “Também estou colhendo assinaturas para a CPI das facções a nível nacional.”

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