Política

Após polêmica com André Fernandes, Nezinho Farias leva alunos de escola pública para conhecer loja de games

Após ser envolvido em polêmica com o deputado André Fernandes (PSL) por causa de projeto de lei (PL) que pretendia regulamentar campeonatos de jogo eletrônicos, o deputado Nezinho Farias (PDT) foi conhecer e levou sete adolescentes de Horizonte a uma loja de games em Fortaleza. 

“Foi uma maneira positiva de vir conhecer esse espaço, de estar aqui com grupo de jovens de Horizonte e conhecer melhor os equipamentos e o esporte eletrônico”, disse o parlamentar. 

Nezinho experimentou alguns jogos

A ideia de levar os adolescentes ao local surgiu durante audiência pública realizada na Assembleia Legislativa em maio deste ano para discutir o PL 218/2019, de autoria do parlamentar. Diretores da loja de games compunham a mesa de debate e o deputado pediu as cortesias para os adolescentes que acompanhavam a sessão, segundo a assessoria de imprensa do político.

Se aprovado o texto proposto por Nezinho, os praticantes de e-sports passam a ser reconhecidos como atletas no Ceará. A PL ainda pode instituir o Dia Estadual do Esporte Eletrônico, a ser comemorado, anualmente, no dia 27 de junho.

Jogo do bicho não é e-sport

No último mês, Nezinho se viu no centro de denúncias apresentada por André Fernandes. O adversário acusou o pedetista de ter relações com facções criminosas. No documento de três páginas que apresentou ao Ministério Público do Ceará (MPCE), Fernandes confundiu e-sports com jogo do bicho e também não apresentou provas ou indícios que comprovassem a irregularidade. 

Outro fato curioso é que o projeto citado na acusação recebeu voto favorável do próprio Fernandes na Comissão de Constituição, Justiça e Redação (CCJR) da Assembleia. A denúncia acabou arquivada pelo MPCE na última sexta-feira, 28. 

Regulamentação

No vídeo divulgado em redes sociais, Nezinho não menciona a polêmica, mas defende o projeto de sua autoria. “Cada vez que falamos esporte eletrônico estamos convencidos de poder ajudar e regulamentar esse jogos que são discutidos no mundo inteiro, e no Brasil não é diferente”, afirmou.

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