Portugal sem Passaporte

A vida fantástica dos portugueses que vieram para o Brasil fugindo à crise da Europa. Vivem bem e faturam milhões.

A "Sabado" desta semana insere reportagem com gente conhecida que saiu de Portugal fugindo da crise europeia.

A revista portuguesa “Sábado” tras esta semana uma reportagem especial sobre portugueses que saíram de sua terra para fugir da crise – se mudaram para o Brasil e aqui vivem em casas de luxo em frente à praia e chegam a ganhar o dobro do que recebiam em Portugal.

Um tema que abordaremos amanhã neste “Portugal Sem Passaporte” com destaque, com alguns dos nomes desses portugueses que são sucesso junto à Comunidade Luso-Brasileira.

 

Os novos

portugueses do Brasil

faturam milhões

O portugues David Bernardo é um dos 5 empreendedores selecionados pela "Exame"

Depois de passar 11 anos saltando de país em país – foram oito destinos, incluindo Milão, Madrid e Miami -, o português David Bernardo escolheu a América Latina para estabelecer seus negócios.

Junto com os sócios João Silva (português) e Elizabeth Potter (americana), criou o clube de compras HIPXiK, que oferece descontos exclusivos em roupas de grifes badaladas a seus clientes. A empreitada começou na Cidade do México. “Desembarcamos lá com 11 malas e sem lugar para ficar”, lembra.

Mas os empreendedores sempre estiveram de olho no mercado brasileiro – eles só decidiram dar os primeiros passos em terras mexicanas para fugir dos altos custos e das burocracias de abrir um negócio no Brasil. “O México tinha menos concorrência, estava em um estagio de desenvolvimento anterior ao Brasil, o que nos permitiu ser pioneiros no mercado. Além disso, a base de custo é muito inferior, tanto que ainda mantemos parte do negócio lá”, justifica David.

Apesar dos entraves, no ano passado o negócio finalmente chegou aqui. “Fechamos uma parceria com a Gol para integrar a nossa plataforma ao programa de milhas deles”, explica Bernardo. No próximo ano, a empresa planeja faturar 50 milhões de reais no mercado brasileiro. Segundo o empreendedor, muitos estrangeiros estão de olho no mercado local, mas é preciso cautela para se arriscar por aqui. “As dificuldades são muitas. O custo é alto e há muita burocracia. Além disso, é difícil manter mão de obra qualificada na empresa. Você investe para capacitar as pessoas e elas vão embora”, alerta.