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Vamos falar de Jejum Intermitente? Saiba mais sobre o famoso “método” de emagrecimento

O Jejum Intermitente tem sido um assunto bastante falado nos últimos anos. A “técnica” utilizada para emagrecimento, tem conquistado cada vez mais adeptos e também vem gerando bastante polêmica quanto à sua funcionalidade e aos seus riscos.

Como o próprio nome sugere, o Jejum consiste em um método de perda de peso onde a pessoa fica horas e, em casos mais radicais, até dias sem comer, abrindo alguns espaços (as chamadas janelas) para alimentação, que normalmente é rica em gordura e possui pouco carboidrato.

É uma estratégia de jejum de curto prazo que vem ganhando espaço com promessas “milagrosas”, principalmente relacionadas à perda de gordura corporal e melhora em marcadores sanguíneos relacionados a saúde cardiovascular e metabólica mas, será o Jejum intermitente a “luz no fim do túnel” e a estratégia correta para bons resultados?

De acordo com o nutricionista Daniel Coimbra, apesar dos resultados de emagrecimento em indivíduos adeptos ao Jejum, esse é um tema ainda questionado por estudiosos. ” Os defensores deste método acreditam que ao aplicar métodos de jejum intermitente, o indivíduo causa um ambiente hormonal e metabólico, propício para perda de gordura corporal, onde o organismo deve se adaptar a esse tipo de “agressão” promovendo maior perda de gordura corporal, teoricamente. Porém não é bem assim que funciona”, explica.

Ainda segundo o profissional, existem basicamente três tipos de jejum intermitente:

 – Jejum Intermitente em dias alternados –  Passar um dia inteiro comendo apenas 25% das calorias propostas e um dia comendo livremente em dias alternados;
 –  Janelas de alimentação –  Neste tipo de jejum, você deve se alimentar, diariamente apenas em uma janela de 4 a 8 horas, passando o resto do dia (16 a 20 horas) em jejum;
 – Dias inteiros em jejum –  Em uma semana inteira passar 2 dias inteiros, não consecutivos, em jejum, comendo a vontade no restante dos dias.

No Brasil, a curiosidade sobre o assunto tem feito chama atenção. Jejum intermitente foi a segunda maior busca no Google em 2017 na categoria “Como fazer”, de acordo informações do El País.

Existem alguns artigos na literatura científica como o Methabolic Effects of Intermittent Fasting e Health effects of intermittent fasting: hormesis or harm? A systematic review, com posicionamentos que apontam certa prudência sobre os benefícios do Jejum, mas vale lembrar que, apesar de se falar sobre isso há alguns anos, o conhecimento que tem ainda é muito limitado.

Para Daniel, ainda não há um dado concreto que compare os resultados do jejum ao de uma conduta nutricional “convencional” individualizada e equilibrada, produzida de acordo com a rotina de cada um. “Na verdade todo e qualquer profissional deve nortear suas condutas aliando primeiramente a teoria e sua devida aplicabilidade, isto é, baseamos nossa conduta primordialmente em resultados de estudos científicos com boa metodologia e publicados nas melhores revistas relacionadas à nutrição, composição corporal, performance e saúde do mundo. Tendo em vista essas informações, infelizmente, a maioria dos artigos que rodeiam esse tema, não tem boa aplicabilidade, pois possuem metodologia fraca e resultados pouco conclusivos”, destaca o nutricionista.

 

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