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Taxa de endividamento do consumidor aumenta em novembro

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Em meio aos entrevistados, cerca de 80% apontam cartões de crédito como instrumento de crédito mais utilizado. Financiamento bancário ficou na segunda posição, com 11%

Na última terça-feira, 21, a Fecomércio divulgou a Pesquisa do Endividamento do Consumidor de Fortaleza, realizada pelo Instituto de Pesquisa e Desenvolvimento do Ceará (IPDC). Executado mensalmente, o estudo revela dados do comprometimento financeiro do consumidor fortalezense. Nesta edição, a de novembro, o resultado apontou aumento de 6,5% em comparação a outubro último (63,1%), chegando à taxa de 69,6%.

Shutterstock/Wutzkohphoto

Entre os instrumentos de crédito mais utilizados estão os cartões de crédito (80,7%), seguidos por financiamento bancário com (11,5%). Para os entrevistados, a diferença entre a renda e os gastos correntes (59%) foi a principal causa apontada para o endividamento. O valor médio da dívida é de R$ 1.326 com prazo de pagamento em sete meses.

Também segundo a pesquisa, cerca de 10% não possuem orçamento ou controle de gastos. É justamente a falta de planejamento uma das principais razões para o atraso ou inadimplência. A falta do orçamento foi motivo apontado por 33,2% das pessoas questionadas. Além disso, o aumento dos gastos considerados essenciais (26,1%) e as compras por impulso (22,4%) também entram na lista.

Perfil do público e produtos
A preponderância da inadimplência potencial – proporção de consumidores que não terão
condições de honrar os compromissos financeiros – mostra no topo da lista o público feminino (11,2%) com idade entre 25 e 34 anos (11,8%) e renda familiar inferior a cinco salários mínimos (10,7%). Superior à observada em novembro do ano passado (9,2), a taxa de inadimplência potencial está, segundo a Fecomércio, apesar do aumento, encontra-se estável. Neste mês, a taxa marcou 9,8%.

Outro dado apontado pelo levantamento mostrou que os itens de alimentação (57,2%) são os principais produtos no uso de crédito. Vestuário (36,7%), eletroeletrônicos e despesas com saúde e educação (30%) foram outros apontamentos dos entrevistados pela pesquisa IPDC.

IPDC
O instituto busca auxiliar o comércio cearense com dados estatísticos de economia e
comportamento do consumidor. Analisando o comércio local e tendências de mercado, as
pesquisas do IPDC são realizadas para indicar e desenvolver atuações de planejamento das empresas de comércio de bens, serviços e turismo. Conheça mais sobre o IPDC no Blog Radar do Comércio.

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