Radar do Comércio

IPDC registra aumento no número de consumidores confiantes

Pesquisa realizada neste mês aponta também que o valor médio das compras é estimado em R$ 298,95. Entretanto, mais de 50% dos entrevistados demonstram preocupação com o cenário econômico nacional


Foto: Mauri Melo/O POVO

Situado no campo que aponta otimismo e acompanhado de aumento de 3% na intenção de compras – principalmente de bens de consumo duráveis, como televisores e móveis – o índice de confiança do consumidor fortalezense atingiu a marca de 103,7 pontos este mês. O número reflete um aumento de 0,3 pontos percentuais em comparação a março último e é fruto da pesquisa Índice de Confiança do Consumidor de Fortaleza (ICC), realizada mensalmente pelo Instituto de Pesquisa e Desenvolvimento do Ceará (IPDC).

De acordo com o IPDC, o resultado foi influenciado pelo crescimento do Índice de Situação Futura, passando de 105,4 pontos para 108 no período analisado. No mesmo levantamento, a entidade detectou que o Índice de Situação Presente teve redução de -3,0%, atingindo o patamar de 97,3%.

Números das expectativas
Para o sistema Fecomércio-CE, a inflação estável permitiu a redução da taxa básica de juros, mas é preciso que haja melhora do desempenho do mercado de trabalho. “Entretanto, para o consumidor, é essencial o desempenho do mercado de trabalho. O enorme contingente de pessoas sem ocupação ainda é um desafio de peso para a retomada do consumo”, diz a instituição.

Em abril, 41,9% dos fortalezenses entrevistados mostraram disposição para a compra de bens duráveis. Entre os consultados, pessoas do gênero masculino, com idade média entre 18 e 24 anos e renda familiar entre cinco e dez salários mínimos desenham o perfil predominante. A pesquisa revela também que 59,5% dos consumidores de Fortaleza consideram suas situações financeiras atuais melhores ou muito melhores do que há um ano – em março último, o dado chegou a 60,2%.

As expectativas para com o futuro mostram-se mais otimistas: 78,1% dos ouvidos acreditam que suas situações financeiras futuras serão melhores ou muito melhores do que as atuais. Preocupações com o ambiente econômico nacional foram ainda apontadas pelos entrevistados – 57,5% descreve o cenário nacional nesse quesito ruim ou péssimo.

Crescimento da pretensão de compra
A taxa de pretensão de compras passou de 33,6% em março para 36,2% neste mês, representando um aumento de +2,6 pontos e com taxa acima da observada no mesmo mês do ano passado (34,6%). O sistema Fecomércio-CE acredita que essa pretensão de compras poderá animar o varejo, especialmente os segmentos de bens de consumo semiduráveis e duráveis. Na lista de objetos mais procurados pelos entrevistados estão televisores (17,4%), móveis e artigos de decoração (16,3%), artigos de vestuário (15,6%), geladeiras e refrigeradores (14,4%), aparelhos celulares (12,4%), fogões (10,5%) e máquinas de lavar roupas (10,0%).

O valor médio das compras é estimado em R$ 298,95 e a intenção de compra mostra-se mais elevada para os consumidores do sexo feminino (37,8%) com idade entre 25 a 34 anos e renda familiar acima de dez salários mínimos (58,9%).

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