Radar do Comércio

Museus orgânicos: para manter viva a cultura tradicional

Mestre Antônio Luiz caracterizado para o Reisado de Máscaras (Foto: divulgação)

Realizado pelo Sesc/CE em parceria com a Fundação Casa Grande, a iniciativa transforma as residências dos mestres da cultura em espaço de visitação e conhecimento 

A preservação da cultura imaterial é importante para manter vivas as tradições de um povo. Na região do Cariri, berço de diferentes manifestações com décadas de existência, o projeto Museus Orgânicos dos Mestres de Cultura Tradicional do Cariri busca apresentar para moradores e visitantes as histórias de quem faz a região ser conhecida tanto dentro quanto fora do Brasil. A iniciativa foi lançada na última terça-feira, 18, em Potengi, tendo como homenageado o mestre Antônio Luiz.

A meta do projeto, idealizado pela Fundação Casa Grande e pelo Serviço Social do Comércio do Ceará (Sesc/CE), é alcançar 16 mestres com diferentes conhecimentos até 2019, transformando suas residências em museus orgânicos. A iniciativa preza pelo contato real do público com os mestres, no qual eles contam histórias, mostram as peças que utilizam em apresentações, entre outras atividades. Natural de Potengi, Antônio Luiz é Mestre da Cultura, idealizador e brincante do Reisado de Máscaras, no Sítio de Sassaré, localizado no município natal de Antônio.

“A proposta do museu orgânico vai ao contrário do que é percorrido pelo museu tradicional. O tradicional conta com peças antigas que saem das casas das famílias. Aqui é totalmente diferente. O orgânico permite que você tenha contato com o próprio mestre, com a tradição, a família, a história que ele traz. Queremos ter uma rota turística nesse modelo. Contribuir para não deixar essa cultura morrer”,explica Elane Lavor, gerente da Unidade Sesc de Juazeiro do Norte.

Os demais museus orgânicos que integram o projeto passam por pesquisa e estudo consistentes a respeito de cada tradição cultural, referências coletivas e o impacto na comunidade. Deste modo, são organizados os espaços com os acervos de vestimentas, fotografias e instrumentos utilizados pelos Mestres e seus brincantes, dentro da perspectiva de arquitetura do afeto e memória afetiva. As intervenções durante o desenvolvimento do Museu Orgânico foram realizadas de maneira colaborativa da equipe do Sesc Ceará junto ao acompanhamento do Mestre e de sua família.

Elane ressalta que a ideia é não mudar a rotina do mestre e das famílias. O objetivo é que os visitantes cheguem e conheçam de forma orgânica a vida e a cultura dos contemplados. Contudo, para quem deseja uma visita mais organizada, é preciso entrar em contato com o Sesc para que uma visita seja agendada. Outros municípios que receberão o projeto são Juazeiro do Norte, Crato, Barbalha e Milagres.

Serviço
Informações: (88) 3512 3355
sesc-ce.com.br

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