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Prevenção ao suicídio: o ano todo é amarelo

Imagem em preto e branco mostra uma pessoa sentada. O foco é em seus pés e mãos.

Centro de Valorização da Vida (CVV) realiza apoio emocional e prevenção ao suicídio. Atendimento é feito pelo telefone 188 (Foto: Divulgação)

Os cuidados com a saúde mental podem, e devem, ser diários. Psicóloga do Sesc Ceará aponta alguns hábitos que são fundamentais na hora de ajudar a manter o equilíbrio emocional. Saiba quais são

A campanha do Setembro Amarelo está acabando, mas isso não significa que as ações de conscientização e estratégias de prevenção ao suicídio vão chegar ao fim. Afinal de contas, de acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS), a cada 40 segundos, uma pessoa no mundo atenta contra a própria vida, sendo 800 mil casos todos os anos. Falar sobre suicídio é uma forma de desmistificar o  assunto e fazer com que mais pessoas se conscientizem mais sobre a importância de buscar ajuda. Além disso, discutir o tema, em suas mais diferentes esferas, é fundamental para que a população também esteja mais atenta com o outro, uma vez que 96,8% dos casos de suicídio estão relacionados a transtornos mentais, segundo a Associação Brasileira de Psiquiatria (ABP).

Ao longo dos últimos anos, o Setembro Amarelo gerou muitos movimentos e atividades sobre o suicídio, seus sinais de alerta, caminhos para o tratamento e onde buscar ajuda. Entretanto, para além da discussão, os cuidados com a saúde mental precisam ser diários. “Assim como o acompanhamento de profissionais especializados, nos casos em que realmente se configure um tipo de transtorno, uma rotina de hábitos saudáveis é um fator decisivo para mantermos nosso equilíbrio emocional, favorecendo, assim, nossa qualidade de vida”, explica Telma Fernandes, Psicóloga Clínica do Núcleo SESC Saúde.

Dentre alguns hábitos, por exemplo, a profissional pontua a prática de exercícios ou de um esporte. “Mexer-se ajuda a estimular a liberação de hormônios no cérebro, o que gera sensação de bem-estar”, diz. A atividade física, somada a uma boa alimentação, contribui de forma direta na qualidade no sono, outro aspecto fundamental para a nossa saúde. Ter um tempo para si, colecionar hobbies e estabelecer metas, ter sonhos e objetivos, são outras dicas valiosas, de acordo com a psicóloga.

Aceitação e segurança

Há, ainda, atitudes simples, mas que fazem toda diferença para o nosso equilíbrio emocional, como trabalhar a autoestima e o autoconhecimento. Reforçar laços com a família, estar entre amigos e procurar ter uma rotina, ou seja, tentar realizar tarefas e afazeres no devido tempo, evitando estresse desnecessário, também fazem bem à mente e ao corpo.

“Todos nós podemos apresentar sinais de sofrimento em alguma fase de nossa vida, mas não estamos sozinhos nessa. Converse com alguém sobre seus sentimentos, busque ajuda profissional quando necessário e lembre-se: a dor precisa acabar, a vida, não”, reforça Telma Fernandes.

Abaixo, a psicóloga destaca outras dicas. Lembrando ainda que o Centro de Valorização da Vida (CVV) realiza apoio emocional e prevenção ao suicídio, com atendimento voluntário e gratuito para todas as pessoas que querem e precisam conversar, sob total sigilo, pelo telefone 188. Cuide-se!

✔ Ajudar o próximo: apoiar a quem precisa, sem julgamento ou preconceito;

✔Aceitar a si mesmo e os outros com suas qualidades e defeitos;

✔Evitar consumo de drogas, excesso de álcool, cigarro e medicamentos sem prescrição;

✔Reconhecer seus limites.

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