Radar do Comércio

Otimismo e saúde mental para enfrentar o câncer de mama

Imagem mostra Marília, que é branca, cabelo castanho claro. Ela está deitada em uma cama, com uma faixa a cabeça. Está em tratamento contra o câncer de mama

Com leveza e bom humor, a supervisora licenciada do projeto Mesa Brasil Sesc, Marília Pimentel, compartilha experiências do tratamento durante as quimioterapias (FOTO: Arquivo Pessoal)

A importância de como gerenciar as emoções com positividade no tratamento da doença que atinge cerca de 60 mil mulheres no Brasil

Muitos paradigmas se apresentam como grandes vilões quando o assunto é tratar da saúde ou de uma doença diagnosticada. Nessa hora, manter uma qualidade de vida com foco no otimismo faz diferença na saúde mental, bem como no tratamento. No mês da campanha Outubro Rosa, de prevenção ao câncer de mama, o Sistema Fecomércio-CE mostra que isso é possível, sim, e que compartilhar experiências positivas é algo motivador.

Foram três meses no processo de descoberta de um carcinoma inflamatório, um tipo raro de câncer de mama que necessita de sessões de quimioterapia como tratamento. A revelação do diagnóstico foi dada à paciente Marília Pimentel, supervisora licenciada do projeto Mesa Brasil, que desde então passou a dividir via redes sociais momentos de otimismo e superação em relação aos procedimentos feitos para a cura da doença.

Com uma boa dosagem de otimismo, Marília compartilha algumas experiências das etapas do tratamento durante as quimioterapias. Em seus relatos, a gestora da Fecomércio-CE chega a se auto premiar com medalhas simbólicas e classificatórias por cada passo dado ou etapa superada. “Hoje eu sou bronze nas brancas. Iniciei meu quarto e último ciclo da quimioterapia conhecida como Branca, mas não vou mentir para vocês: está cada vez mais difícil. Muitas náuseas e sensação de desmaio… Geralmente, depois da sessão desapareço porque fico muito debilitada, porém nas segundas e terças-feiras ressurjo como uma Fênix porque me sinto bem e já estou pronta para a próxima batalha”, compartilhou Pimentel em uma postagem feita em agosto desse ano com registro de imagem ao lado do esposo.

Como parte do tratamento, Marília tem acompanhamento psicológico, processo considerado fundamental para sua saúde mental segundo ela.

Para a psicóloga do núcleo Sesc Saúde, Telma Fernandes, muitas vezes, o diagnóstico do câncer de mama no início é assimilado como uma sentença de morte. “A incerteza sobre o futuro pode causar um grande impacto na saúde emocional da paciente”, analisa a especialista.

Conforme a profissional de saúde, durante o processo de tratamento, pacientes devem buscar suporte emocional, informações sobre seu diagnóstico, ter confiança em seus médicos, viver um dia de cada vez com habilidade para enfrentar o que a vida neste momento lhe oferece sem deixar de acreditar na possibilidade de cura. “Ser resiliente diante da doença vai além de ‘ser positivo’, é manter-se emocionalmente estável e aceitar a realidade da doença com confiança. Além disso, é essencial o carinho e acolhimento da família, amigos e até grupos de apoio para manter o otimismo e a saúde emocional em alta”, conclui Telma.

Solidariedade

Nos dias 22 e 23 de outubro, o Sesc, em parceria com o Senac, braços social e educacional do sistema Fecomércio-CE, por meio da oferta de corte cabelo, recebeu doações de cabelos a serem destinados à Associação Toque de Vida, organização sem fins lucrativos que ajuda pacientes do Instituto do Câncer do Ceará (ICC), que lutam pela recuperação e combate ao câncer de mama. A entrega das doações vai ocorrer no dia 29 de outubro, no espaço da Associação Toque de Vida. Também na associação, acontece um bate papo sobre qualidade de vida e resgate da autoestima com as mulheres que passaram pelo processo de mastectomia.

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