Repórter Entre Linhas

Globo quer se reformular, diz Raphael Draccon, roteirista da série Supermax

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Série Supermax estreia no próximo dia 20 (Foto: Divulgação)

O escritor Raphael Draccon, autor as séries de livros Dragões de Éter e Legado Ranger, é um dos roteiristas da mais nova aposta da Rede Globo. A série Supermax, que estreia no próximo dia 20, promete ser diferente de tudo o que a emissora já produziu. Criado por José Alvarenga Jr., Marçal Aquino e Fernando Bonassi (trio responsável por O Caçador), o programa reúne 12 pessoas em uma prisão de segurança máxima na Amazônia. E não é só isso. Eles estão dentro de um reality show.

“A Globo tá querendo se reformular”, disse o escritor carioca em entrevista ao portal Cosmo Nerd. O objetivo da emissora, segundo Draccon, é alcançar o público que não vê TV aberta e que cresceu acompanhando séries norte-americanas e produções da Netflix. “Eles já vêm fazendo isso, mas dessa vez eles chutaram o balde. Nunca esperei ver isso na Globo”.

Cléo Pires interpreta uma das 12 participantes do reality apresentado por Pedro Bial

Cléo Pires interpreta uma das 12 participantes do reality show (Foto: Divulgação)

Raphael Draccon conta que a Globo formou, pela primeira vez, um writers room, espaço onde os roteiristas se reúnem para discutir as ideias para a série. “Toda série americana tem, mas aqui no Brasil isso não é comum. Isso mostra que a cabeça deles tá mudando”, destaca. “Eles (Avarenga, Aquino e Bonassi) queriam misturar gêneros. Como são especializados no thriller e policial, eles queriam alguém que trouxesse essa coisa da fantasia mais sombria”.

Além de Draccon, que acaba de lançar o livro Mundos de Dragões (Legado Ranger III), a equipe de roteiristas conta com uma das maiores revelações do cinema nacional: Juliana Rojas, diretora do longa Sinfonia da Necrópole. O escritor Raphael Montes (autor de Dias Perfeitos), Denilson Ramalho (da antologia O ABC da Morte 2) e o casal Bráulio Montovani e Carolina Kotscho (ambos da série A Teia) também integram a equipe.

Na trama, sete homens e cinco mulheres são escolhidos para viver três meses de confinamento em um presídio desativado no coração da Floresta Amazônica. A escolha de cada participante foi feita por algo em comum: todos já cometeram um crime na vida. O jornalista Pedro Bial é quem dita as regras do jogo e expõe as histórias dos personagens.

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