Filmes brasileiros disputam seis festivais internacionais em fevereiro

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Cantora transgênero Linn da Quebrada é o grande destaque de “Bixa Travesty”, que estreia no Festival de Berlim (Foto: Divulgação)

Quinze filmes e dois projetos cinematográficos brasileiros que neste mês de fevereiro participam de festivais internacionais estão recebendo apoio da Agência Nacional do Cinema (Ancine). A ajuda é oferecida por meio de um programa da agência que concede auxílios diversos, dependendo da classificação de cada evento. Seleção inclui “Aeroporto Central”, filme do cearense Karim Aïnouz sobre a rotina de um refugiado na Alemanha.

De acordo com nota divulgada nessa quinta-feira, 8, pela Ancine, são seis os festivais que recebem este mês obras brasileiras. O mais importante deles é o Festival de Berlim, na Alemanha, que começa no próximo dia 15 e vai até o dia 25 de fevereiro, com diversos filmes brasileiros selecionados para suas variadas mostras.

Recebeu apoio do programa da Ancine o curta-metragem “Terremoto santo“, de Bárbara Wagner e Benjamin de Burca, na competição Berlinale Shorts, que tem ainda outras duas produções brasileiras selecionadas: “Alma bandida“, de Marco Antônio Pereira; e “Russa“, de João Salaviza e Ricardo Alves Jr., esta última uma coprodução com Portugal.

Filme de Karim Ainouz foi anunciado no festival em dezembro de 2017 (Foto: Joyce S. Vidal)

Ainda em Berlim, a mostra Panorama é a que tem mais títulos brasileiros em sua programação. Quatro longas foram contemplados pelo programa de apoio da Ancine: “Tinta bruta“, de Marcio Reolon e Filipe Matzenbacher; “Bixa travesty“, de Claudia Priscila e Kiko Goifman; “Ex-pajé“, de Luiz Bolognesi; e a coprodução com a Alemanha e a França “O processo“, de Maria Augusta Ramos. A participação do cinema brasileiro na mostra se completa com o novo trabalho do diretor Karim Aïnouz, “Aeroporto Central“, parceria Brasil-Alemanha-França.

Já na competição oficial de longas-metragens, que oferece o Urso de Ouro aos vencedores, o representante do Brasil é “As herdeiras/Las herederas“, de Marcelo Martinessi. O longa é uma coprodução brasileira com o Paraguai, a Alemanha, o Uruguai, a Noruega e a França e foi contemplado na chamada pública Prodecine 06/2015 do Fundo Setorial do Audiovisual (FSA), linha que investe na coprodução com países da América Latina nas quais o Brasil seja parte minoritária.

No Mercado de Coprodução, evento paralelo ao festival realizado na capital alemã, os projetos “A primeira morte de Joana“, de Cristiane Oliveira; e “The sound of animals fighting“, de Sibs Shongwe-La Mer, participam com o apoio da iniciativa da Ancine.

Em Lisboa, o Festival de Cinema Itinerante da Língua Portuguesa (Festin), que acontece de 27 de fevereiro a 6 de março, conta com quase 20 obras brasileiras distribuídas pelas mostras de sua nona edição. Entre elas, três longas-metragens que fazem parte da competição principal, contando com o apoio da Ancine: “Açúcar“, de Renata Pinheiro e Sérgio Oliveira; “Praça Paris“, de Lúcia Murat; e “Mulher do pai“, de Cristiane Oliveira.

Os outros festivais em que a Ancine está apoiando a participação de filmes brasileiros são a 40ª edição do Festival Internacional de Curtas-Metragens de Clermont-Ferrand, na França, o Festival Internacional de Cinema de Cartagena das Indias, na Colômbia, e o Festival de Cinema da Universidade Autônoma do México, na capital mexicana. No primeiro evento, aberto no último dia 2, a Ancine está apoiando a presença de “A Gis“, de Thiago Carvalhaes; e “Vaca Profana“, de René Guerra.

Agência Brasil

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