Repórter Entre Linhas

“O Primeiro Homem”, sobre missão de Neil Armstrong, abre Festival de Cinema de Veneza

Filme conta aventura de astronauta Neil Armstrong

Da esquerda para a direta: Jason Clarke, Olivia Hamilton, Damien Chazelle, Ryan Gosling e Claire Foy (Foto: Vincenzo Pinto / AFP)

O Primeiro Homem” (First Man), dirigido por Damien Chazelle, inaugurou a 75ª Mostra Internacional de Cinema de Veneza nessa quarta-feira, 29. A primeira noite do festival no Lido contou com a exibição em estreia mundial do filme estrelado por Ryan Gosling e com a entrega do Leão de Ouro pela carreira à britânica Vanessa Redgrave.

A produção da Universal Pictures conta a história da missão da Nasa que levou o primeiro homem a pisar na Lua, o norte-americano Neil Armstrong. Em coletiva de imprensa, o protagonista do longa disse que teve ajuda dos filhos do astronauta e de sua mulher para que conhecesse melhor a sua personalidade.

“Eu descobri que ele era humilde, introvertido e, assim, procurei respeitar o seu caráter”, contou Gosling. Já o diretor falou sobre a sensação de claustrofobia que o filme proporciona. “Ela nasce do fato de que eu realmente vi as naves daquela época e percebi o quanto eram pequenas. Procurei fazer sentir aquele vazio escuro em que os astronautas se moviam”, revelou Chazelle.

Entre tecnologia vintage, claustrofobia e orgulho americano, o filme destaca também cenas daqueles que eram próximos de Armstrong. “Eu acho importante que o filme mostre aquilo que as pessoas que ficaram na Terra viviam e sentiam”, disse o diretor.

A atriz Claire Foy, que interpreta a mulher de Armstrong, também estava presente na coletiva e disse que o principal objetivo era respeitar o que aconteceu e as histórias que a esposa do astronauta contou.

“Mais que um herói americano, Armstrong se tornou um herói da humanidade”, concluiu Gosling.

Na cerimônia de abertura, além da exibição de “First Man” e da homenagem à britânica Redgrave graças ao seu desempenho em 60 anos de atividades, o presidente da Bienal de Veneza, Paolo Baratta, discursou lembrando o quanto a arte é necessária como orientação nos dias de hoje. “A fim de aumentar a nossa capacidade de ver as coisas e observar o mundo”, disse.

Já nesta quinta-feira (30), a Mostra começou o seu segundo dia com aplausos e muita comoção por “Roma”, de Alfonso Cuarón, que concorre nesta edição do festival. O longa, produzido pela Netflix, conta um drama familiar com cenário na Cidade do México dos anos 70. Caso o filme vença a estatueta, será o primeiro Leão de Ouro entregue à plataforma streaming.

Fonte: Ansa

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