Respirando Música

A Suspicious Mind – A História de Elvis, parte 2

Hoje, quinta-feira, 16 de Agosto faz 35 anos que Elvis deixou de ser cantor e tornou-se uma lenda. Ele que ficou tão conhecido por seu timbre marcante, sua dança e penteado ousado é o homenageado dessa semana no Respirando Música.

Elvis foi o primeiro cantor solo que conseguiu atingir o estrelato, méritos da sua ousadia e de seus companheiros que mesclavam o Rock com a música de origem negra. Mas ficar no topo não foi fácil para o garoto Elvis. O garoto encontrou grande admiração por parte de alguns e muita perseguição por parte de outros. Elvis não saiu ileso de pesadas críticas. Os Estados Unidos é um país no qual a população pensava sempre como grupo social, mais do que isso, como etnia. Elvis ao agregar muito da cultura afro-americana em suas composições sofreu críticas por parte da população branca. Na percepção dos negros, a idéia de um branco cantar músicas com origem negra era errada, pois segundo os criticos da época, o branco não deveria representá-la ou até mesmo divulgá-la. As perseguições que Elvis sofreu deram origem a um livro chamado ‘Elvis – Top Secret: The Untold Story of Elvis Presley’s Secret FBI FILES’.

Apesar de tudo isso, Elvis foi revolucionário. Ele não contava com o ‘delay’ do conservadorismo estadunidense, conservadorismo este que não sabia que as músicas não têm etnia.

Elvis dá autográfo para pequeno fã.

Elvis dá autográfo para pequeno fã.

Em 1956, Elvis lançou os filmes ‘Love me tender’, ‘Loving you’ e ‘Jailhouse Rock’, estes que foram sucesso de público e foi bem visto pela crítica especializada. No mesmo ano Elvis conseguiu criar outra polêmica, desta vez ao cantar a música ‘Peace in the Valley’, música Gospel favorita de sua mãe. A repercussão sobre Elvis cantar música Gospel foi tão grande que culminou na gravação de seu primeiro disco gospel. Depois de uma longa aventura em Hollywood, especificamente dez anos, Elvis voltou aos palcos com o álbum ‘How Great Thou Art’ lançado em 1966. O álbum foi um importante para Elvis, pois esse comprovou o seu poder vocal no qual hoje ainda é conhecido como ‘A Voz’.

O apelido faz juz ao garoto que já aos 19 anos se destacava na execução das notas graves. ‘How Great Thou Art’ veio apenas pra consolidar o que os fãs já sabiam. Para alguns críticos de Elvis era impossível que alguém que abusasse tanto da extensão como Presley pudesse manter a afinação durante os shows. Muitos até o criticavam escrevendo em seus jornais que as vozes interpretadas nos shows não pertencial ao cantor. No entanto, com ‘How Great Thou Art’ calou a boca dos críticos mostrando que se tornava melhor interprete a cada ano. Elvis foi um um artista que teve poucos rótulos apesar de muitas tentativas da critica, Elvis sempre se renovava, exemplo disso foi sua viagem do Rock ao Gospel. Da música ao Cinema, porém o único “rotulo” no qual todos vão lembrar desse grande ídolo é como o Rei do Rock ‘n’ Roll.

“Like a river flows, surely to the sea…”

Carlos

@starkcharles

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