Respirando Música

Resenha: Taylor Swift mais sexy e mais dark em ‘reputation’

Taylor Swift acaba de lançar ‘reputation’, seu sexto álbum de inéditas, e ele veio recheado de novidades para os fãs da americana. O disco foi produzido por Taylor Swift e por Shellback, Max Martin e Jack Antonoff. Os três foram responsáveis por grande parte do ‘1989’ e pelos primeiros singles da Era Reputation.

Listamos as músicas que não foram divulgadas durante a campanha publicitária e apresentamos as primeiras impressões sobre cada uma, afinal você já conhece “Look What You Made Me Do”, “…Ready For It?”, “Gorgeous” e “Call It What You Want”.

Taylor Swift: ‘reputation’

Começando com a parceria com o rapper Future e Ed Sheeran em “End Game”. Não é novidade ver Taylor Swift em parcerias, mas ver isso em versão standard de seus discos não é algo tão comum (ocorreu a primeira vez na música “Breathe”, com Colbie Caillat, no álbum ‘Fearless’, e em “Everything Has Changed”, do ‘Red’, com Ed Sheeran). Outra novidade, na mesma música, é ver Taylor se arriscando fazendo rap, o que é muito divertido.

É em “End Game” que percebemos uma Taylor que começa a refletir sobre sua reputação, dando título ao CD. Veremos a palavra em outras músicas, deixando bem claro que esse seria o título mais óbvio para este trabalho da cantora.

“I Did Something Bad” já é a nova favorita dos fãs, que já colocaram a música nos TTs assim que o disco foi vazado na rede. Com uma vibe mais dark, sons de tiros, a voz de Taylor chega em nossos ouvidos como sussurros mais pesados, mas depois ela conta: “Eles dizem que eu fiz algo ruim, mas porque isso é tão bom?”, mostrando que uma bad girl também pode ser uma coisa muito boa.

“Don’t Blame” lembra algum trabalho de Imagine Dragons, mas é só primeira impressão. A música é o primeiro indício de mais sensualidade nesse disco. Podendo facilmente fazer parte da trilha sonora do filme “50 Tons de Liberdade”, DB contém coro, uma evolução correspondente com o seu ritmo e uma letra que mostra uma pessoa enlouquecidamente apaixonada.

“Delicate” mostra uma Taylor aceitando sua má reputação e se aproveitando disso, dizendo: “Minha reputação nunca foi tão ruim, então você deve gostar de mim”. Parece ser uma relação não muito saudável, já que o casal não pode fazer promessas. Diferente de “Don’t Blame”, a evolução de “Delicate” é tão delicada que deixa a música chata e bem pesada. Nem a paradinha na última estrofe ajuda com isso, mas isso não tira o poder da forte letra.

O som de “So It Goes…” é o mais pesado de todos. O refrão mostra um amasso poderoso, com batom no rosto dele, todas as peças de roupa no chão… Claro que isso vai acabar em… Taylor safadinha, né? E está mais que certa. A última ponte tem uma surpresa de Taylor que dura um segundo, mas que irá te deixar derretido. Quem está contando?

“Getaway Car” apresenta finais de frase bem marcadas, dando um apelo bem rádio para a música. Mostrando uma mulher dona de si, a canção cresce e mostra um vocal poderoso e vem evolutivo. Provavelmente uma das mais maduras desse novo CD de Taylor.

Talvez “King Of My Heart” é a música do crush que a gente tanto deseja, é a música do rei dos nossos corações, corpos e almas. É aquela música da princesinha que ama o plebeu e que prova que dinheiro nenhum é capaz de fazer com que uma pessoa apaixone-se por você. É a música para ouvir em uma noite de sábado.

“Dance With Our Hands Tied” tem uma batida meio anos 90, mas bem à frente dos dias atuais. Deu pra entender? A música é a mais psicológica de ‘reputation’. A letra mostra um casal ~se curtindo~ como se não houvesse amanhã, mas da mesma forma que eles podem estar em um local lotado, podem estar em um quarto sozinhos, assim como podem estar em locais distintos. É uma das mais fortes do CD. Taylor também se arrisca com estrofes mais fortes, mas com muitas repetições. Taylor, é “reputação”. Não “repetição”, tá?

“Dress” está na playlists de músicas para publicar como indiretas para aquele amigo que você quer que deixe de ser amigo o mais rápido possível. “Dress” traz um dos trechos mais lindos do CD, que deve aparecer em várias publicações na rede, afinal “Even in my worst times, you could see the best of me” é muito linda. Na última estrofe a cantora também apresenta uma paradinha que eu amo muito real oficial sim.

“This is Why We Can’t Have Nice Things” quebra todos os conceitos musicais que temos de Taylor Swift até agora. Até chegar no refrão percebemos três ritmos diferentes, mas isso não bagunça a música. Pelo contrário. Taylor Swift deixa a música bem divertida, apesar do peso de ser uma indireta para alguém que já foi amiga da loirinha no passado. Além da gargalhada da cantora no final da última ponte, ela ainda aponta para quem ela direciona a música. Espertinha. Uma das mais divertidas, sem sombra de dúvida.

Para terminar, “New Year’s Day” parece uma música que ainda falta a finalização de efeitos e tudo, mas é perfeita como está. Sabe o sentimento que temos de final de festa? Com papéis pelo chão, as pessoas indo para casa. Talvez seja uma que lhe arrancará algumas lágrimas e deixará você pensando sobre a vida, amigos, “amigos” e ações.

Taylor mostra vários lados que não conhecíamos, mas o lado doce ainda continua ali, em algum lugar. Podemos afirmar que a menina cem por cento doce que existia em trabalhos passados, cresceu. Ponto para Taylor Swift, que apresentou um álbum com muitas novidades, sem pretensão e que pode animar você em momentos que merecem para ouvir com atenção.

Qual a sua favorita do ‘reputation’? Conta pra gente nos comentários.

Recomendado para você