Sincronicidade

Então lhes perguntou: “E vós, quem dizeis que eu sou?” (Mt 16,15)

É em Cristo que vemos a origem de nossa aflição: nosso afastamento de Deus. É em Cristo que vemos a nossa culpa: a estulta ambição de nos tornarmos iguais a Deus. Quando em Deus vemos a razão de nossa aflição e a origem de nossa culpa, achamos também a nossa fortaleza em Deus; então o sol se deterá em Gibeon e a luz no vale de Ajalom; o mar se abrirá para garantir uma via enxuta e segura; as águas do Jordão estagnarão; a criatura velha, egocêntrica, se transformará em Cristocêntrica e o Homem NOVO buscará e invocará a Deus: Aba, Pai! Já não será riscado do Livro da Vida o nome ali inscrito desde a eternidade.

Lindolfo K. Anders

[Comentário de Lindolfo K. Anders em: Barth, Karl. Carta aos Romanos. Segundo a quinta edição alemã (impressão 1967). Tradução e comentários:  Lindolfo K. Anders. São Paulo: Fonte Editorial Ltda., 2005, p. 611.]