Sincronicidade

O estudo da mariologia

A criação da palavra “mariologia” coube ao siciliano Plácido Nigido, que usando o nome do seu irmão Nicolau publicou em Palermo, no ano de 1602, a Sumae sacrae marialogiae pars prima. Também Nigido tem consciência de que é inovador (“primus sine duce”), que se distingue dos outros teólogos, já que propõe “um tratado distinto e separado sobre a bem-aventurada Virgem Maria”.

Stefano De Fiores

[Fiores, Stefano de. Mariologia-Marialogia,  p. 850. In: Dicionário de Mariologia. Dirigido por Stefano De Fiores e Salvatore Meo; [Tradutores Álvaro A. Cunha, Honório Dalbosco, Isabel F. L. Ferreira. – São Paulo: Paulus, 1995. – (Dicionários) ]

Desde que comecei a ler sobre Nossa Senhora, a mariologia se impôs a mim como um tema de riqueza e fascínio incomensuráveis. A partir do século dezessete, quando teve início o seu estudo sistemático, muita coisa tem sido escrita e produzida sobre o assunto. Na perspectiva da teologia católica, a mariologia tem sobressaído ao longo dos séculos como um dos temas mais fecundos.

Como devoto da Virgem Maria, sinto que o aprofundamento do tema pode ser especialmente útil e vantajoso. Foi exatamente por defender esse ponto de vista que no dia da festa de São Vicente de Paulo fiz uma visita ao Colégio da Imaculada Conceição, onde conversei com as irmãs Elisabeth Silveira e Francileide, religiosas da congregação Filhas da Caridade de São Vicente de Paulo, objetivando propor a criação de um grupo de estudos de mariologia.

Por ocasião da conversa, as irmãs se mostraram especialmente interessadas na proposta. Ficou acertado que posteriormente marcaremos uma reunião onde detalharemos melhor o projeto.