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Guia Básico do Marketing Digital para Startups

Texto por Ingrid Andrade. Ingrid é publicitária pela Universidade de Fortaleza e especialista em Marketing e Inteligência de Mercado pela Saint Paul Escola de Negócios. É apaixonada pelo universo digital e trabalha nesse mercado há 7 anos, atuando hoje com Performance Digital.

 

O Marketing Digital representa hoje uma grande oportunidade de negócios, pois reúne diversas ferramentas eficazes para as empresas aumentarem seu alcance e se comunicarem de forma próxima ao público. Mas ainda existem muitos empresários que não sabem por onde começar ou como investir nesse mercado. São muitas ações, plataformas e possibilidades, o que pode fazer algumas pessoas se sentirem mais perdidas. O objetivo desse post é justamente ajudar no entendimento desse assunto tão amplo e apresentar as principais ferramentas para quem está começando.

Mas afinal, o que é Marketing Digital? 

O Marketing Digital se assemelha ao marketing tradicional por ter o mesmo objetivo – promover produtos ou marcas visando satisfazer uma necessidade ou desejo do consumidor – com a diferença que todas as estratégias são voltadas para o ambiente online. Então, todo ponto de contato da sua marca com o seu público na internet faz parte do universo do Marketing Digital.  Conheça a seguir as principais estratégias para sua empresa utilizar na internet.

Rede Sociais

As redes sociais são ferramentas poderosas para adquirir clientes, mas não devem ser usadas como um mero mostruário de produtos. Nelas, deve ser oferecido conteúdo de qualidade para atrair os usuários, o que chamamos de Marketing de Conteúdo, utilizando estratégias que possam incentivá-los a acessar também outras plataformas para receber mais informações, como o site e o blog.

O primeiro passo para produzir um conteúdo relevante é conhecer profundamente o público que se deseja atingir, quais são seus interesses, o que ele lê, o que gosta de assistir na internet, e o que ele pensa sobre diversos assuntos.

As redes sociais também podem ser usadas para lançar materiais gratuitos (como ebooks) e realizar ações promocionais, a fim de conseguir o email de pessoas interessadas no produto ou serviço da empresa, que são conhecidas como leads,
para depois poder trabalhar a comunicação com elas através de estratégias de email.

Email Marketing

Muitas pessoas pensam que o email é uma plataforma que já está ficando desatualizada, mas isso não é verdade. Ao contrário, é uma ferramenta bem eficaz para gerar conversões, ou seja, conseguir que a pessoa realize uma ação desejada, como comprar um produto, baixar um material ou fazer a inscrição em um evento.

No email, o usuário costuma ter mais atenção ao conteúdo que está lendo, pois não possui tantas distrações como nas redes sociais, e se o email tiver links embutidos, ele já pode clicar e ir direto para a página desejada.
Claro que, para isso, é essencial que os emails tenham conteúdos interessantes e não sejam somente um envio em massa de promoções e spams.

Você também pode desenvolver uma régua de relacionamento com os consumidores por meio do email, criando mensagens e conteúdos personalizados para cada fase da Jornada de Compra, que começa com a fase de descoberta, em que o usuário ainda está conhecendo melhor a marca e busca informações abrangentes, e termina com a fase de tomada de decisão, em que o usuário precisa de informações mais específicas.

Landing Page

Depois que o usuário clica em algum link do email ou das redes sociais, é importante que ele seja direcionado para uma página de captura (landing page), onde ele deve preencher um formulário para que a empresa consiga obter seu endereço de email e suas informações principais.

SEO

Hoje, o primeiro lugar onde as pessoas buscam por um produto ou serviço é no Google, e para conseguir  parecer com destaque nos mecanismos de busca é fundamental que a empresa tenha um site próprio, porque nele é possível implementar técnicas de otimização para os mecanismos de busca, conhecidas como SEO (Search Engine Optimization).

Alguns exemplos de práticas de SEO são a utilização de palavras-chave dentro do site, a diminuição do tempo de carregamento das páginas, para proporcionar uma boa experiência ao usuário, e a construção de links (Link Building), sejam internos ou externos, porque quanto mais sites citarem o site da sua empresa, mais o Google vai considerá-lo como relevante e mostrá-lo com destaque nos resultados de pesquisa. Além desses, existem vários outros critérios analisados pelo algoritmo do Google para decidir quais sites mostrar na primeira página de busca.

Google Analytics

O Google Analytics é uma plataforma muito importante para entender o comportamento das pessoas que acessam o site da sua  mpresa. A partir dela é possível analisar informações como os produtos que os consumidores mais têm demonstrado interesse, quais páginas do site eles permanecem por mais tempo e quem são as pessoas que mais acessam o site, por exemplo, qual é a faixa etária, o sexo, a localização, e por onde elas encontraram o site.

Mídias Pagas

Você já deve ter percebido que quando você procura algo no Google, geralmente os primeiros 4 resultados têm escrito do lado esquerdo “anúncio”. Isso significa que os sites estão aparecendo no topo das pesquisas porque pagaram para isso, são anúncios realizados na plataforma do Google Ads. O mesmo acontece quando vemos banners de propaganda em outros sites que acessamos.

Mas diferentemente do que muitos pensam, os anúncios no Google são bem acessíveis financeiramente até para pequenas empresas, e se configurados corretamente podem ser muito eficientes, porque possuem alto poder de segmentação, o que permite que os anúncios atinjam exatamente o público que procura pelo que você está oferecendo.

Outros exemplos de mídias pagas que podem ser utilizadas são a plataforma de anúncios do Facebook e do Instagram, que oferecem diversos formatos de anúncios para essas redes sociais, como banners, vídeos interativos e carrossel de imagens. Vale a pena citar também o Remarketing, que é uma estratégia de exibir anúncios para pessoas que já acessaram o site da sua empresa, incentivando que elas voltem e realizem a  ompra.

Dispositivos Móveis

Lembre-se que tanto o site da empresa como suas comunicações devem ser responsivas, ou seja, adaptadas para os smartphones, para que não haja quebra de texto ou perda de proporção nas imagens, tendo em vista que hoje a maior parte dos acessos à internet são realizados por meio de dispositivos móveis.