Veia Esportiva

O que aprendemos com Rafaela Silva e seu Ouro Olímpico

Rafaela Silva com sua medalha olímpica e um sorriso largo. (Foto: Marcelo Theobald/Extra)

Rafaela Silva com sua medalha olímpica e um sorriso largo. (Foto: Marcelo Theobald/Extra)

 

Rafaela Silva, esse nome te diz alguma coisa? Até a tarde dessa segunda-feira, 8, provavelmente não.  Mas agora, uma boa parte do mundo sabe quem é Rafaela Silva. A brasileira que deu o primeiro ouro olímpico para o Brasil nos Jogos Rio-2016. Uma menina nascida numa comunidade pobre do Rio de Janeiro, chamada Cidade de Deus, que já foi tema de filme que abordava a violência do lugar.

Negra, pobre, com poucas oportunidades, com pouco incentivo. Começou no esporte aos oito anos de idade, no Instituto Reação, criado pelo sensei Geraldo Bernardes e o ex-judoca medalhista olímpico de bronze, Flávio Canto. E aí, se não fosse o Instituto Reação e seus criadores, o que seria de Rafaela, hoje? Será que ela seria o orgulho de um país inteiro?

Vejamos a importância de instituições, ou projetos, como esse, que dá oportunidade para crianças pobres de comunidades violentas. Oportunidades para sair da rua e praticar algum esporte, ensinando a sonhar e ter esperança no futuro. Assim como aconteceu com Rafaela.

A menina da Cidade de Deus, que, com muita luta, chegou ao lugar mais alto do pódio nessas Olimpíadas, mesmo quase desistindo de continuar no judô pelo ocorrido nas Olimpíadas de Londres-2012, quando foi desclassificada por aplicar um golpe considerado ilegal. Mesmo com todo preconceito sofrido durante sua caminhada. Mesmo nascendo numa comunidade onde há poucas perspectivas de uma vida melhor para as crianças. Mesmo com tudo isso, ela provou que não importa de onde você vem, não importa a sua cor, não importa o seu medo, se você tem esperança e coragem de enfrentar o que vier pela frente.

A menina da Cidade de Deus, hoje com 24 anos, não é só mais uma menina na comunidade, não é só mais uma menina no judô. Ela é a menina do Brasil. A menina de ouro do Brasil. Exemplo de vida para muitas crianças e jovens de comunidades pobres, para pessoas que têm um sonho, mas que acham que não podem realizá-lo. Exemplo de vida para mim e para você.

 

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