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Outubro Rosa | “A gente acha que não pode acontecer conosco, mas acontece, infelizmente”

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Maria Elda Rodrigues, hoje com 42 anos, descobriu o câncer de mama ao fazer o autoexame no banho, em 2005. (Foto: Arquivo Pessoal)

Maria Elda Rodrigues, hoje com 42 anos, descobriu o câncer de mama ao fazer o autoexame no banho, em 2005. (Foto: Arquivo Pessoal)

O ser humano deseja viver o mais “normalmente” possível, estar numa situação difícil parece ser uma luta muito grande para as nossas limitadas forças. É nessa hora que uma noticia complicada para uma mulher, a obriga a tirar forças de onde ela pensa que não tem. E foi isso que aconteceu com Maria Elda Rodrigues Lima, em 2005, quando tinha 31 anos. Ao fazer o autoexame nas mamas, ela sentiu algo diferente, um caroço no seio esquerdo. Maria Elda, então, decidiu fazer uma mamografia para comprovar o inesperado e indesejado câncer de mama.

“Quando recebi a notícia foi um choque. A gente nunca imagina que vá acontecer conosco. É uma sensação estranha, não dá pra explicar”. 

Lidar com o diagnóstico do câncer de mama não foi uma tarefa fácil, com 31 anos, e 2 filhos (um de 9 anos e o outro de 11 anos, na época), a dona de casa se viu numa posição em que ela teria que buscar todas as suas forças, não somente por ela, mas por toda a família. Com uma vida bem agitada de trabalho, como vendedora em um mercantil, e nenhum tipo de atividade física, dona Elda decidiu mudar: “Não tinha folga, nem diversão. Era um caos”, revela.

Aos poucos, a dona de casa começou a fazer caminhada numa avenida próxima a sua casa. Tudo para ajudar o corpo e a mente na hora de fazer as quimioterapias. Com a autoestima baixa por causa da queda do cabelo, dona Elda declara que esse foi “um dos períodos mais difíceis” da doença. “A quimioterapia acaba mexendo muito com o nosso organismo, mas, principalmente, com o psicológico”, conta.

“É um período difícil, quando o cabelo começa a cair, junto vai caindo a ficha de que aquilo realmente está acontecendo”.

Segundo dados do Instituto Nacional de Câncer (Inca), o câncer de mama é o tipo de câncer mais comum entre as mulheres no mundo e no Brasil, sendo responsável por cerca de 25% dos novos casos a cada ano. O câncer de mama é considerado relativamente raro antes dos 35 anos, mas, acima desta idade a incidência de casos cresce consideravelmente, especialmente após os 50 anos.

Por se tratar de um tipo de câncer muito comum entre as mulheres, é necessário que o diagnóstico seja feito o mais cedo possível para que haja maior chance de cura, como no caso de dona Elda, que sentiu a alteração suspeita na mama ao fazer o autoexame no banho.  A orientação dada pelo Inca é que a mulher faça a autopalpação das mamas sempre que se sentir confortável para tal (no banho, no momento da troca de roupa ou em outra situação do cotidiano).

“Graças a Deus descobri cedo, e não precisei retirar toda a mama, mas fiz cirurgia e tirei metade do seio esquerdo. Fiz oito sessões de quimioterapia vermelha e 35 sessões de radioterapia”.

Após a cirurgia na mama, as sessões de quimioterapia e radioterapia, Maria Elda ainda continuou o tratamento, foram 5 anos tomando hormônios e visitando frequentemente seu médico. Até que as visitas começaram a diminuir de semanais passaram a ser mensais, trimestrais, semestrais… Até que, em 16 de dezembro de 2015, ela teve alta médica.

“Mulheres, tirem um tempo para vocês, façam o autoexame, sim, é muito importante! A gente acha que não pode acontecer conosco, mas acontece, infelizmente… É muito importante que descubramos cedo. Só quem pode fazer a nossa parte, somos nós mesmas”, Maria Elda Rodrigues de Lima,  42 anos, venceu o câncer de mama. 

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