Veia Esportiva

Castelão completa 43 anos: Clássico-Rei marcou a inauguração do maior estádio do futebol cearense

Vista aérea do Castelão no dia de sua inauguração. (Crédito: Centro Cultural do Castelão)

Vista aérea do Castelão no dia de sua inauguração. (Crédito: Centro Cultural do Castelão)

A capital cearense amanheceu no dia 11 de novembro de 1973 cercada de muita expectativa. Naquela data, o sonho tão almejado por tantos anos seria consumado. O futebol alencarino enfim ganhava um grande palco, levando o nome do governador do estado que idealizou a construção da praça esportiva: Plácido Aderaldo Castelo.

Virou Castelão. Para dar o pontapé inicial do nova praça de esportes, que nesta sexta-feira completa 43 anos desde sua inauguração, nada mais justo que um Clássico-Rei, movimentando as duas maiores torcidas da cidade, Ceará e Fortaleza.

“Desde as primeiras horas da manhã que começou o deslocamento de público para o estádio. Os locais de maior concentração popular na cidade, como as praias, os clubes elegantes, os bares e restaurantes da Beira-Mar cedo ficaram vazios. Todos só tinham um destino: o Castelão. Automóveis, quase todos conduzindo bandeiras de Ceará e Fortaleza, enchiam as ruas”, destaca a edição do jornal O POVO do dia 12 de novembro de 1973, no dia seguinte após a partida.

O jogo entre Ceará x Fortaleza era válido pela 22ª rodada do Campeonato Brasileiro daquele ano. E por se tratar uma partida festiva, tão aguardada, o Castelão recebeu um grande público: 65 mil espectadores. Destes, 44 mil pagaram ingresso. “Foi uma festa linda, em tudo por tudo”, como destacou o O POVO na época.

Vovô e Leão: partida acirrada na estreia do Castelão. (Crédito: Acervo O POVO)

Vovô e Leão: partida acirrada na estreia do Castelão. (Crédito: Acervo O POVO)

Só faltou um detalhe: o gol. Para a frustração das duas torcidas, a partida terminou em 0x0. Muito em virtude das grandes atuações dos goleiros Hélio (Ceará) e Lulinha (Fortaleza), que fizeram grandes defesas e garantiram a ‘virgindade’ das traves, que só tiveram suas redes balançadas no segundo jogo do estádio. Coube Erandy Montenegro a primazia de marcar o primeiro gol do Castelão.

Além de autoridades locais, o jogo inaugural do Castelão contou com a presença ilustre do Leônidas da Silva, o Dimante Negro, ídolo da Seleção Brasileira.

GRANDES EVENTOS
Ao longo de seus 43 anos de história, o Castelão foi palco de grandes acontecimentos, incluindo dezenas de finais de Campeonato Cearense, jogos memoráveis de Campeonato Brasileiro, final de Copa do Brasil (1994), da Copa do Nordeste (2015), jogos da Seleção Brasileira e duas competições internacionais: a Copa das Confederações em 2013 e a Copa do Mundo de 2014. Para além do futebol, o Castelão também recebeu grandes shows, de artistas como Xuxa, Mamonas Assassinas, Paul McCartney, Beyoncé, Ivete Sangalo e Iron Maiden, consolidando o seu caráter multiuso.

APELIDOS
Além da denonimação clássica de Castelão, o estádio também foi (e é) chamado de Gigante da Boa Vista e Gigante do Mata-Galinha, alusões ao local onde foi erguida a praça esportiva. Atualmente, predomina o Arena Castelão, batismo dado após a reforma de modernização visando a disputa da Copa do Mundo de 2014.

 

Bruno Balacó

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