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“Pareceu maldade encomendada”, comenta Bispo de Padre Manzotti sobre reportagem do Estadão

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Dom Antonio Peruzzo enviou carta ao clero da Arquidiocese de Curitiba esclarecendo sobre a tendenciosa matéria do jornal Estado de São Paulo (Estadão) , que envolveu o nome de  Padre Reginaldo Manzotti .

O arcebispo explica aos seus padres a ordem dos fatos que desembocou em uma celeuma midiática, por conta de interpretações equivocadas. Padre Reginaldo Manzotti, como de costume, consultou o arcebispo sobre a sua participação em uma reunião com parlamentares católicos e o Presidente da República. “Ponderei a ele que não gosto nem um pouco do atual presidente. Todavia, no segmento das comunicações, quase tudo depende de autorização governamental. Qualquer meio de comunicação de rádio ou TV é concessão do Estado. Hoje, se não forem mantidos canais de diálogo, multiplicam-se severamente as retaliações. Foi assim também no passado, independentemente dos governos e grupos partidários“, respondeu Dom Peruzzo ao Padre Manzotti.

“Minha recomendação foi que participasse da reunião, mas que fosse cuidadoso no que falaria. Que não houvesse nem lisonjas nem hostilidades da parte do padre. Era uma reunião aberta, registrada, acessível ainda hoje a todos”, continua o arcebispo de Curitiba que passa comentar sobre a participação de Padre Manzotti na reunião: “O Pe. Reginaldo se pronunciou por apenas cinco minutos ou menos. Poderá ouvir sua fala abaixo. Foi tão somente uma apresentação legítima do segmento das rádios e TVs”.

A reportagem do Estadão foi inteligentemente malévola: divulgou o acontecimento com grande tardança e os apresentou em distorções grosseiras. Outros grandes jornais do país também acompanharam e nada publicaram. Acaso o Estadão é o único “concessionário da lucidez”? Pareceu maldade encomendada’, analisa o arcebispo. Para Dom Peruzzo, “tudo se tornou ainda mais debatido depois da nota do setor de comunicações da CNBB. Também foi uma nota infeliz. Foi detrativa”.

Leia a íntegra da carta de Dom Peruzzo, Bispo de Padre Reginaldo Manzotti ao clero da Arquidiocese de Curitiba

 

Curitiba, 08 de junho de 2020

Caríssimo Padre,

Escrevo-lhe para comentar e explicar sobre o acontecido deste final de semana, envolvendo o nome do Pe. Reginaldo Manzotti e TV Evangelizar em intensa celeuma midiática. Parece importante esclarecer para que não prevaleçam interpretações distorcidas. Tomei a inciativa de lhe expor a ordem dos fatos, pois que as hermenêuticas são as mais desencontradas.

No dia 21 de maio o Pe. Reginaldo me ligou consultando-me se deveria ou não participar de uma reunião online, proposta pela assessoria da presidência da República. Tal reunião seria no final da tarde daquele mesmo dia. Disseram que o presidente queria ouvir os pleitos das emissoras católicas. E Pe. Reginaldo deveria responder em um prazo exíguo, no mesmo dia. Ponderei a ele que não gosto nem um pouco do atual presidente. Todavia, no segmento das comunicações, quase tudo depende de autorização governamental. Qualquer meio de comunicação de rádio ou TV é concessão do Estado. Hoje, se não forem mantidos canais de diálogo, multiplicam-se severamente as retaliações. Foi assim também no passado, independentemente dos governos e grupos partidários. E o governo de agora é o que agora governa. Não existe outro.

Minha recomendação foi que participasse da reunião, mas que fosse cuidadoso no que falaria. Que não houvesse nem lisonjas nem hostilidades da parte do padre. Era uma reunião aberta, registrada, acessível ainda hoje a todos. Aconteceu em 21 de maio. Sobre o acontecido não surgiu nenhuma matéria jornalística até o sábado, dia 05.06. Foi então que, após 16 dias, o jornal o Estado de São Paulo estampou a seguinte manchete: “Ala da Igreja Católica oferece apoio ao governo em troca de verbas”. E foi esse o teor da reportagem.

O encontro foi promovido pelo grupo de parlamentares católicos. Vários setores das comunicações católicas apresentaram seus pleitos. As bajulações ficaram por conta dos parlamentares, mas não dos diretores das emissoras católicas, a não ser algumas expressões folclóricas de um tal que desconheço. O Pe. Reginaldo se pronunciou por apenas cinco minutos ou menos. Poderá ouvir sua fala abaixo. Foi tão somente uma apresentação legítima do segmento das rádios e TVs.

A reportagem do Estadão foi inteligentemente malévola: divulgou o acontecimento com grande tardança e os apresentou em distorções grosseiras. Outros grandes jornais do país também acompanharam e nada publicaram. Acaso o Estadão é o único “concessionário da lucidez”? Pareceu maldade encomendada.

Tudo se tornou ainda mais debatido depois da nota do setor de comunicações da CNBB. Também foi uma nota infeliz. Foi detrativa. Embora especialistas, tomaram como veraz uma reportagem viciada. E puseram-se a falar que a Igreja não aceita barganhas. É uma pena que chamaram de barganha o que e quem nada barganhou. Basta verificar e acompanhar toda a reunião. Quem barganhou?

Caro Padre, decidi escrever estas linhas para que saiba do conjunto dos fatos e possa conversar com quem lhe perguntar. Não escrevi para justificar. Tem também o direito de discordar. Mas impressiona o grau de desfiguração intencionada dos fatos. Vivemos tempos em que parece natural sofisticar a maldade.
Deixo-lhe um abraço.

Dom Peruzzo

CNBB emite nota sobre matéria do Estadão acerca de encontro de líderes de TVs Católicas com o Presidente da República

 

O que representantes de 4 emissoras católicas disseram ao Presidente da República em reunião aberta?

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13 Comentários

  • Régio disse:

    Louvo a Deus pela vida do nosso querido Pe. Reginaldo Manzotti e glorifico por sua sensatez e respeito à nossa religião católica, a nota do Dom Peruzo só fortalece e me dá a certeza da integridade e verdade que ele prega e vive. Só jogam pedras em árvores que dão bons frutos e o encardido está doido com as milhares de almas que o Pé. Reginaldo está resgatando.

  • Antônia Ferreira disse:

    Eu como cristã e que conheço e acompanhar o trabalho da obra evangelizar e sei do cuidado e dedicação do padre Reginaldo desde que ouvi a matéria e às críticas me coloquei em oração para que Deus toque o coração do ser humano . Pois posso dizer a diferença e ajuda que a programação da evangelizar tem feito durante está pandemia fiquem com Deus

  • Gilmara Rabelo Santos de Souza disse:

    Não entendi nada da nota. Gostaria muito de entender pois minha admiração pela obra e pelo padre caíram por terra.
    Mas dom Peruzo fala e não explica.
    A fala do padre Reginaldo é clara e triste.
    Se o bispo realmente orientou o padre este não acatou os seus conselhos.
    Tive vergonha.

  • Mary Inês de Souza klein disse:

    Tudo que envolve política e políticos, cheira mal. Não se preocupe padre Reginaldo Manzotti. Deus está com o senhor.

  • Lindalva Ferreira Carvalho e Machado disse:

    E disse de Jesus: “um reino dividido não se sustenta”. “Mas, as portas do Inferno não prevalecerão contra Ela”. Quem sustenta a Igreja é o Espírito Santo de Deus.
    #forçapadrereginaldomanzotti
    #SomosCristãoSomosCatólicos
    #TodoApoioAevangelizaçãoRadiofônicaEtelevisiva
    #EmDefesaDosPadresEvangelizadores
    #EmDefesaDasRedesCatólicasDeComunicação

  • Maria Cristina Alves Ferreira disse:

    Qual foi a fala do Padre Reginaldo na reunião?
    A igreja tem que evangelizar e não se envolver com maus políticos corruptos muito menos com esse bonsonaro, pois não respeita os mais necessitados e o idosos que lutaram muito para a grandeza do Brasil e agora esse governo de quer eliminar.
    Sou católica e há muitos anos sigo o Padre Reginaldo, estou muito triste com o que aconteceu.

  • Maria disse:

    Pareceu maldade? Com certeza que foi por pura maldade.E ainda com a CNBB falando contra! Absurdo o que alguns bispos da CNBB fazem!A Igreja sim não está a venda!Mas pergunto a CNBB aqueles” apoiadores do PT “que todos nós ou boa parte já sabe , a CNBB tomar partido pode! Dom Orlando no Dia da Padroeira falando mal do atual presidente, só faltou falar que o Lula é honesto e tal ! A CNBB esta se julgando por si propria, sempre defendeu MST … Juntamente com o Lula.O Brasil acordou, aquilo que vcs devem defender que é abrir nossas Igrejas nada, vc não se posicionam.A maioria dos bispos são da TL e se julgam no direito de falar pela Igreja Católica Apostolica Romana de Jesus Cristo.Sao João Paulo já tinha dito, cuidado com a TL!!!!

  • Deus sempre no controle e nossa senhora de Guadalupe interceda junto à Jesus

  • Raniere de sousa Rolim disse:

    Acho que os padres não pode e não deve se misturar com políticos… cada um na sua, padre e para cuidar do seu rebanho e DEUS cuidar de todos. Perdi tudo que acreditei no padre, não vou mas ouvir seu programa.
    DEUS nos abençoe.

  • Fátima Canavarro disse:

    Nossa! Que discussão ridícula, essa não é a minha igreja. Todos brigando por politicagem, inclusive bispos. Que feio…estou envergonhada. Tudo isso só tem uma questão: estão revoltados pq as emissoras foram conversar com Bolsonaro. Contradizendo os ensinamentos de nosso Senhor Jesus Cristo que veio para todos, não fez acepção de pessoas, eles estão alimentando discurso de ódio. Que vergonha desses bispos partidários.

  • Rosicler Dal Pozzo disse:

    Por que a reportagem foi alterada e retiraram as “propostas” dos 4 padres que participaram da reunião??? Hoje de manhã a reportagem trazia as “falas” dos padres e agora não estão mais disponíveis.

  • Myrian Lopes de Freitas Lustosa Frota disse:

    A Igreja Católica precisa entender que Cristianismo não é a mesma coisa que marxismo.E precisa saber que socialistas são opositores da nossa fé. Os protestantes já entenderam. Fica a dica.

  • Waldemar disse:

    Peço desculpa no que vou dizer, não achei conveniente e nem importante uma junta de padres e emissoras de tv católicas, negociarem verbas para canais de tv e rádio, em um momento que morrem milhares de pessoas por uma pandemia que é tratada de maneira irresponsável por um governo negacionista e por um presidente alienado as dores dos familiares, e chama isso de uma “gripezinha” e desdenha das mortes.
    Acho que em um momento desse a igreja católica e seus representantes deveriam estar cobrando atitudes desse governo e não verbas para fazer campanha positiva.

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