{"id":11665,"date":"2012-04-26T10:04:56","date_gmt":"2012-04-26T13:04:56","guid":{"rendered":"http:\/\/blog.opovo.com.br\/ancoradouro\/?p=11665"},"modified":"2012-04-26T10:04:56","modified_gmt":"2012-04-26T13:04:56","slug":"ha-512-anos-celebrava-se-a-primeira-missa-no-brasil","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/ancoradouro\/2012\/04\/26\/ha-512-anos-celebrava-se-a-primeira-missa-no-brasil\/","title":{"rendered":"H\u00e1 512 anos celebrava-se a primeira Missa no Brasil"},"content":{"rendered":"<p>Hoje fazem exatos 512 anos \u00a0em que foi celebrada a \u00a0primeira Missa \u00a0no Brasil. Era um domingo, oitava da P\u00e1scoa e Frei Henrique de Coimbra que acompanhava os colonizadores ofereceu o Sacrif\u00edcio de Cristo nestas terras, conhecida ent\u00e3o como a Ilha de Santa \u00a0Cruz.<\/p>\n<p>Recordo-me que no ano 2000 morava em Eun\u00e1polis -BA e durante as comemora\u00e7\u00f5es dos 500 anos de descobrimentos do pa\u00eds fiquei em Porto Seguro e tive a oportunidade de conhecer a Costa do descobrimento. Um local bel\u00edssimo que, de fato, deve ter impressionado aqueles que chegavam de outras terras.<\/p>\n<p><strong>Descri\u00e7\u00e3o da primeira missa no Brasil <\/strong><\/p>\n<p>A primeira Missa no Brasil foi no iluminado dia 26 de abril de 1500, domingo da oitava de p\u00e1scoa, quando os\u00a0<img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignleft\" title=\"Primeira Missa Brasil.jpg\" src=\"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/ancoradouro\/wp-content\/themes\/veen\/assets\/images\/transparent.gif\" data-lazy=\"true\" data-src=\"http:\/\/www.arautos.org.br\/resource\/view?id=30244&amp;size=2\" alt=\"Primeira Missa Brasil.jpg\" width=\"300\" height=\"195\" \/>portugueses encontraram um ilh\u00e9u seguro &#8211; o da Coroa Vermelha &#8211; onde poderiam celebrar a primeira Missa no Brasil. Hoje, a ilhota n\u00e3o existe mais. Devido ao movimento das mar\u00e9s o ilh\u00e9u da primeira Missa se uniu a terra formando uma ampla e alva praia.<\/p>\n<p>Em uma carta dirigida ao Rei de Portugal, D. Manuel, o venturo, Pero Vaz de Caminha, escriv\u00e3o mor da esquadra, narra todos os detalhes do epis\u00f3dio que marca o in\u00edcio da Hist\u00f3ria do Brasil. Ao ler estas linhas, observa-se um profundo esp\u00edrito evangelizador, como Margarida Barradas de Carvalho observa, &#8220;o tema da obriga\u00e7\u00e3o de levar a palavra de Cristo a seres humanos, vivendo na ignor\u00e2ncia, se coloca em toda a sua pureza realmente crist\u00e3&#8221;.[1]\n<p>Ap\u00f3s 47 dias de viagem pelo Atl\u00e2ntico, todos os preparativos para Missa estavam terminados. Frei Henrique com os demais cl\u00e9rigos a celebrou em &#8220;voz entoada&#8221;. Eram oito mission\u00e1rios franciscanos e alguns sacerdotes seculares entre os quais um vig\u00e1rio destinado a \u00cdndia[2]. Sob um belo docel, ergueram &#8220;um altar mui bem corregido&#8221;[3]. O capit\u00e3o Pedro \u00c1lvares Cabral com &#8220;a bandeira de Cristo&#8221;, convocou todos os seus 1000 subalternos, oficiais e marinheiros &#8220;muito bem escolhidos e armados&#8221;[4], enquanto que na praia do continente, cerca de duzentos \u00edndios acompanhavam atentos tudo o que se passava na ilhota. Relata Caminha que a missa &#8220;foi ouvida por todos com muito prazer e devo\u00e7\u00e3o&#8221;[5].<\/p>\n<p>Terminada a cerim\u00f4nia, desparamentou-se o sacerdote e subindo em uma cadeira alta fez &#8220;uma solene e proveitosa prega\u00e7\u00e3o&#8221;[6] \u00e0 assembl\u00e9ia sentada sobre fina e branca areia do aconchegante litoral baiano. Descreve Pero Vaz de Caminha que &#8220;tratou da nossa vinda e do achamento desta terra, conformando-se com o sinal da Cruz, sob cuja a obedi\u00eancia viemos, o que foi muito a prop\u00f3sito e fez muita devo\u00e7\u00e3o&#8221;[7].<\/p>\n<p>Nos dias subseq\u00fcentes, 27 de abril a 1\u00ba de maio, os portugueses desbravaram a nova terra e estabeleceram afetuosas rela\u00e7\u00f5es com os ind\u00edgenas. Trabalhavam em escupir uma grande cruz de madeira. Os ind\u00edgenas, impressionados com os instrumentos de metal, contemplavam o trabalho. O capit\u00e3o, membro da ordem de Cristo, recomendava que os portugueses se pusessem de joelhos diante da Cruz e a beijassem[8] para que os ind\u00edgenas entendessem a venera\u00e7\u00e3o que os homens do mar tinham pelo s\u00edmbolo Crist\u00e3o. Um ap\u00f3s o outro, todos os lusos oscularam-na. Ao convite dos portugueses os dez ou doze nativos que a\u00ed estavam fizeram o mesmo, com tal inoc\u00eancia e candura que os portugueses ficaram muito tocados, como descreve o relato de Caminha, ao Rei de Portugal, &#8220;Parece-me gente de tal inoc\u00eancia que, se homem os entendesse e eles a n\u00f3s, seriam logos crist\u00e3os. E, portanto, se os degredados, que aqui h\u00e3o de ficar, aprenderem bem a sua fala e os entenderem, n\u00e3o duvido que eles, segundo a santa inten\u00e7\u00e3o de vossa alteza, se h\u00e3o de fazer-se crist\u00e3os e crer em nossa santa f\u00e9, \u00e0 qual praza a Deus Nosso Senhor que os traga, porque, certo, esta gente \u00e9 boa e de boa simplicidade. E imprimir-se-\u00e1 ligeiramente neles qualquer cunho que lhes quiserem dar. E pois Nosso Senhor, que lhes deu bons corpos e bons rostos, como a bons homens, por aqui nos trouxe, creio que n\u00e3o foi sem causa. Portanto Vossa Alteza, que tanto deseja acrescentar a santa F\u00e9 cat\u00f3lica, deve cuidar de sua salva\u00e7\u00e3o. E prazer\u00e1 a Deus que com pouco trabalho seja assim.&#8221;[9]\n<p><strong>Segundo domingo Pascal<\/strong><\/p>\n<p>No segundo domingo pascal, dia 1\u00b0 de maio, estavam conclu\u00eddos os preparativos para a cerim\u00f4nia de tomada de posse da nova terra pelas armas portuguesas. Encabe\u00e7ado pelo capit\u00e3o que portava a bandeira de Cristo, a Cruz foi conduzida, ao som de c\u00e2nticos religiosos, at\u00e9 a foz do rio Mutari &#8220;para melhor ser vista&#8221;. Cerca de setenta ind\u00edgenas assistiam o cerimonial. Ao verem os portugueses carregar a Cruz meteram-se embaixo dela para tamb\u00e9m ajudar. A sombra da Cruz, Frei Henrique celebrou a segunda Missa, desta vez no continente, na presen\u00e7a de todos os religiosos, oficiais, soldados e cerca de 150 \u00edndios. Conforme as partes da Missa, os ind\u00edgenas acompanhavam todos os movimentos dos portugueses. Ajoelhavam-se e levantavam-se &#8220;em tal maneira sossegados, que certifico a Vossa Alteza nos fez muita devo\u00e7\u00e3o&#8221; relata Caminha. Permaneceram at\u00e9 a comunh\u00e3o, quando o capit\u00e3o e os seus receberam o corpo de Cristo. Um dos nativos com cerca de cinq\u00fcenta anos acenava aos outros \u00edndios apontando para o altar e para o C\u00e9u[10]. Ap\u00f3s a prega\u00e7\u00e3o foram distribu\u00eddas cruzes de estanho para que os tupis pendurassem ao pesco\u00e7o ap\u00f3s oscularem-na e levantarem as m\u00e3os ao c\u00e9u.<\/p>\n<p><strong>A carta de Caminha<\/strong><\/p>\n<p>Pero Vaz de Caminha encantado com a receptividade e inoc\u00eancia dos \u00edndios escrevia ao Rei de Portugal: &#8220;segundo que a mim e a todos pareceu, esta gente n\u00e3o lhes falece outra coisa para ser toda crist\u00e3, sen\u00e3o entender-nos, porque assim tomavam aquilo que nos viam fazer. Por isso, se algu\u00e9m vier, n\u00e3o deixe logo de vir cl\u00e9rigo para os batizar porque assim j\u00e1 ter\u00e3o mais conhecimentos de nossa f\u00e9&#8221;.[11] Ap\u00f3s a cerim\u00f4nia, dois degredados os quais a justi\u00e7a do Rei punira permaneceram entre a popula\u00e7\u00e3o enquanto as naus portuguesas partem. Uma vai a Portugal com a carta de Caminha e informa\u00e7\u00f5es de navega\u00e7\u00e3o, aos outras continuam a miss\u00e3o para \u00cdndia a fim de restabelecerem as delicadas rela\u00e7\u00f5es com os reis hindus.<\/p>\n<p><strong>A principal riqueza da terra<\/strong><\/p>\n<p>Em 1501, ap\u00f3s ter viajado por toda a Am\u00e9rica, o florentino Am\u00e9rico Vesp\u00facio comentava do litoral brasileiro que &#8220;se algures na terra existe o para\u00edso terrestre, n\u00e3o pode ele estar longe daqui&#8221;[12]. Pero Vaz de Caminha tamb\u00e9m relata as riquezas do Brasil. A vastid\u00e3o, o clima e a fertilidade faz o escriv\u00e3o mor exclamar: &#8220;dar-se-\u00e1 nela tudo, por bem das \u00e1guas que tem&#8221;. A regi\u00e3o \u00e9 formosa e agrad\u00e1vel, com palmitos saborosos, belas aves, enormes camar\u00f5es e madeira em quantidade, todavia, &#8220;sem ouro nem prata, nem nenhuma coisa de metal&#8221;[13]. Talvez, por esta \u00faltima raz\u00e3o, a terra de Santa Cruz ficou relegada ao segundo plano no interesse luso, pois as especiarias da \u00cdndia e as riquezas da \u00c1frica rendiam muito mais que o pau-brasil. Contudo, o inteligente Pero Vaz de Caminha ressalta ao rei de Portugal, &#8220;o melhor<img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignright\" title=\"Primeira Missa.jpg\" src=\"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/ancoradouro\/wp-content\/themes\/veen\/assets\/images\/transparent.gif\" data-lazy=\"true\" data-src=\"http:\/\/www.arautos.org.br\/resource\/view?id=30246&amp;size=2\" alt=\"Primeira Missa.jpg\" width=\"250\" height=\"363\" \/> fruto que dela se pode tirar me parece que ser\u00e1 salvar esta gente. E esta deve ser a principal semente que Vossa Alteza em ela deve lan\u00e7ar&#8221;[14].<\/p>\n<p>Quanto as maravilhas do litoral, a fecundidade da terra e as possibilidades de evangeliza\u00e7\u00e3o, Caminha vaticinou com precis\u00e3o. Em um lento povoamento, portugueses, africanos[15] e o elemento nativo, miscigenaram-se formando um povo homog\u00eaneo. Acontecimento explic\u00e1vel por causa do fator que realmente une culturas t\u00e3o diversas sob a bandeira de um \u00fanico ideal: a religi\u00e3o cat\u00f3lica. Ademais, contribu\u00edram para esse resultado uma inumer\u00e1vel avalanche de padres seculares e religiosos de todas as ordens, que &#8220;vieram com a sua f\u00e9, a sua do\u00e7ura e a sua perseveran\u00e7a, vencer a bravesa do \u00edncola&#8221;.[16]\n<p><strong>Piedade Eucar\u00edstica <\/strong><\/p>\n<p>Em fun\u00e7\u00e3o da devo\u00e7\u00e3o Eucar\u00edstica, clero e laicato realizaram este grande escopo. Atestam isto tantas Igrejas, suntuosas ou singelas, esparsas pelo Brasil, onde reflete-se a piedade eucar\u00edstica dos primeiros brasileiros. Hoje, a Igreja colhe os frutos deste imenso esfor\u00e7o, deste &#8220;grande passado&#8221;[17], na express\u00e3o de Bento XVI. Observa o Pont\u00edfice que, &#8220;o Brasil ocupa um lugar muito especial no cora\u00e7\u00e3o do Papa, n\u00e3o somente porque nasceu crist\u00e3o e possui hoje o mais alto n\u00famero de cat\u00f3licos, mas, sobretudo, porque \u00e9 uma na\u00e7\u00e3o rica em potencialidades, com uma presen\u00e7a eclesial que \u00e9 motivo de alegria e esperan\u00e7a para toda a Igreja.&#8221;<\/p>\n<p>Realmente, o Brasil nasceu crist\u00e3o. Como os relatos de Caminha deixam entrever, nas atitudes de ind\u00edgenas e portugueses, a bondade, hospitalidade e generosidade caracter\u00edsticas do esp\u00edrito brasileiro \u00e9 patente. Essa bondade provem do amor \u00e0 Cruz. De fato, o mais alto s\u00edmbolo da F\u00e9 Crist\u00e3 n\u00e3o apenas pendia apenas ao pesco\u00e7o de \u00edndios e europeus, mas tamb\u00e9m, protegia as velas das naus, aben\u00e7oava o estandarte da ordem de Cristo e as armas de Portugal. Ela estava plantada na nova terra e reluzente no c\u00e9u do cruzeiro do sul. Dir-se-ia que vendo tanta piedade, o Crucificado quis tamb\u00e9m estar presente nos dez primeiros dias do Brasil. Realmente, o Divino Mestre esteve presente em Corpo, Sangue, Alma e Divindade sob as esp\u00e9cies Eucar\u00edsticas. Foi com a Santa Missa que come\u00e7ou repleta de empreendimento e alegria; bondade e F\u00e9, a Hist\u00f3ria de um pa\u00eds que &#8220;nasceu crist\u00e3o&#8221;[18] ajoelhado \u00e0 sombra da Cruz, adorando a Jesus Sacramentado. Fato que cumpre aquilo do Papa Jo\u00e3o Paulo II (Ecclesiae de Eucharistia, n. 22), &#8220;Por tanto, la Iglesia recibe la fuerza espiritual necesaria para cumplir su misi\u00f3n perpetuando en la Eucarist\u00eda el sacrificio de la Cruz y comulgando el cuerpo y la sangre de Cristo. As\u00ed, la Eucarist\u00eda es la fuente y, al mismo tiempo, la cumbre de toda la evangelizaci\u00f3n, puesto que su objetivo es la comuni\u00f3n de los hombres con Cristo y, en \u00c9l, con el Padre y con el Esp\u00edritu Santo.(Cf. Homilias sobre la 1 Carta a los Corintios, 24,2: PG 61,200; cf. Didach\u00e9, IX,5: F.X. Funk, I,22; San Cipriano, Ep. LXIII,13: PL 4,384.)&#8221;<br \/>\n<strong><em>Refer\u00eancias Bibliogr\u00e1ficas:<\/em><\/strong><\/p>\n<p>ALTAVILA, Jayme. Hist\u00f3ria da Civiliza\u00e7\u00e3o das Alagoas. Macei\u00f3: Biblioteca Publica Estadual, 1967.<\/p>\n<p>BENTO XVI. Entrevista no Aeroporto de Guarulhos.<\/p>\n<p>CALMON, Pedro. Hist\u00f3ria do Brasil. t. 1, S\u00e3o Paulo: Jos\u00e9 Olympio, 1961.<\/p>\n<p>DE CARVALHO, Margarida Barradas. L&#8217;id\u00e9ologie relligieuse dans la &#8220;carta&#8221; de P\u00earo Vaz de Caminha. Em VAZ DE CAMINHA, Pero. Carta de Pero Vaz de Caminha a El-Rei D. Manuel sobre o achamento do Brasil. S\u00e3o Paulo: Europa-Am\u00e9rica, 1987.<\/p>\n<p>COMP\u00caNDIO DO VATICANO II. 29 ed. Petr\u00f3polis: Vozes, 2000.<\/p>\n<p>FERREIRA, Tito L\u00edvio. Hist\u00f3ria do Brasil. 3 ed. S\u00e3o Paulo: Nacional, 1946.<\/p>\n<p>FONSECA, Jo\u00e3o Severiano da. Viagem ao redor do Brasil. v. 2. Rio de Janeiro: Bibliex, 1986.<\/p>\n<p>JO\u00c3O PAULO II. Ecclesia de Eucharistia.<\/p>\n<p>ROCHA POMBO. Hist\u00f3ria do Brasil. t. 1, 13 ed. S\u00e3o Paulo: Melhoramentos, 1966.<\/p>\n<p>SANCEAU, Elaine. Capit\u00e3es do Brasil. Porto: Civiliza\u00e7\u00e3o, 1956.<\/p>\n<p>VAZ DE CAMINHA, Pero. Carta de Pero Vaz de Caminha a El-Rei D. Manuel sobre o achamento do Brasil. S\u00e3o Paulo: Europa-Am\u00e9rica, 1987.<\/p>\n<p>VILHENA, Lu\u00eds dos Santos. A Bahia no S\u00e9culo XVIII, v. 1. Salvador: Itapu\u00e3, 1969.<\/p>\n<p>ZWEIG, Stefan. Brasil, Pa\u00eds do futuro. S\u00e3o Paulo: Delta, 1953.<\/p>\n<p>Com informa\u00e7\u00f5es do <a href=\"http:\/\/www.arautos.org.br\/artigo\/16465\/A-primeira-Missa-no-Brasil.html\" target=\"_blank\">Arautos do Evangelho<\/a>.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A primeira Missa no Brasil foi no iluminado dia 26 de abril de 1500, domingo da oitava de p\u00e1scoa, quando os portugueses encontraram um ilh\u00e9u seguro &#8211; o da Coroa Vermelha &#8211; onde poderiam celebrar a primeira Missa no Brasil. Hoje, a ilhota n\u00e3o existe mais. 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