{"id":77,"date":"2009-08-04T06:00:12","date_gmt":"2009-08-04T11:00:12","guid":{"rendered":"http:\/\/blog.opovo.com.br\/ancoradouro\/?p=77"},"modified":"2009-08-04T06:00:12","modified_gmt":"2009-08-04T11:00:12","slug":"honra-de-bandido","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/ancoradouro\/2009\/08\/04\/honra-de-bandido\/","title":{"rendered":"Honra de bandido"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: center\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-79\" src=\"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/ancoradouro\/wp-content\/themes\/veen\/assets\/images\/transparent.gif\" data-lazy=\"true\" data-src=\"http:\/\/blog.opovo.com.br\/ancoradouro\/wp-content\/uploads\/2009\/08\/armas1.jpg\" alt=\"armas1\" width=\"242\" height=\"320\" data-srcset=\"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/ancoradouro\/wp-content\/uploads\/sites\/64\/2009\/08\/armas1.jpg 242w, https:\/\/blogs.opovo.com.br\/ancoradouro\/wp-content\/uploads\/sites\/64\/2009\/08\/armas1-120x159.jpg 120w\" data-sizes=\"auto, (max-width: 242px) 100vw, 242px\" \/><\/p>\n<p>Uma frase caracteriza a a\u00e7\u00e3o dos meliantes: &#8220;Isso \u00e9 um assalto vagabundo&#8221;. Para os marginais vagabundo \u00e9 o outro, na maioria das vezes uma pessoa honesta e trabalhadora.<\/p>\n<p>Uma faca, um rev\u00f3lver ou outra arma torna-se o respaldo da honra do bandido em sua a\u00e7\u00e3o. Nela ele p\u00f5e sua seguran\u00e7a; arroga-se de credor da v\u00edtima e deste rouba-lhe por primeiro a liberdade em seguida os bens.<\/p>\n<p>Devido \u00e0 onda crescente de viol\u00eancia vemos a sociedade se dividir entre as pessoas de bem e os bandidos. Contudo o objetivo deste artigo n\u00e3o \u00e9 separar binariamente a sociedade nestas duas classes, mas ressaltar, que, tamb\u00e9m, as pessoas ditas, de bem, muitas vezes agem com certa honra de bandido.<\/p>\n<p>Quando se atrela o valor da honra a algo exterior ao sujeito como a um cargo, uma fun\u00e7\u00e3o, uma informa\u00e7\u00e3o e se isso \u00e9 utilizado contra o outro, pouco a pouco a pessoa deixa de ser aquele cidad\u00e3o de bem que imaginava \u00a0ser.\u00c0 dire\u00e7\u00e3o de um carro, por exemplo, uma pessoa pode sentir-se melhor em detrimento \u00e0s demais, o que n\u00e3o \u00e9 verdade.<\/p>\n<p>A honra de bandido faz o indiv\u00edduo pensar que \u00e9 melhor que o outro, absolutamente. Tal perigo assola todos os segmentos da sociedade, inclusive, o religioso. Algu\u00e9m pode sentir-se mais pr\u00f3ximo de Deus pelo cargo, chamado ou servi\u00e7o prestado. Quando isso possui o cora\u00e7\u00e3o da pessoa e ela enxerga o pr\u00f3ximo como um menos favorecido pela gra\u00e7a comete um erro crasso.<\/p>\n<p>Nossa honra tem seu valor naquilo que somos, e todos s\u00e3o dignos de terem-na respeitada. A honra n\u00e3o cresce ao lhe agregar elementos exteriores ao sujeito.<\/p>\n<p>O mandamento primaz de Jesus <em>ama teu pr\u00f3ximo como a ti mesmo<\/em>, encerra em seu imperativo o dever de honrar o pr\u00f3ximo, bem como o direito de ter sua pr\u00f3pria honra respeitada.Nesta perspectiva a honra adquire seu valor objetivo que est\u00e1 ligado \u00e0 condi\u00e7\u00e3o da filia\u00e7\u00e3o divina, portanto, bem diferente da perniciosa e ilus\u00f3ria honra de bandido.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Uma frase caracteriza a a\u00e7\u00e3o dos meliantes: &#8220;Isso \u00e9 um assalto vagabundo&#8221;. 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