{"id":1625,"date":"2020-01-06T15:56:33","date_gmt":"2020-01-06T18:56:33","guid":{"rendered":"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/artesanatodamente\/?p=1625"},"modified":"2020-01-06T15:56:33","modified_gmt":"2020-01-06T18:56:33","slug":"quem-nao-fica-nervoso-antes-de-um-desempenho-e-porque-nao-da-importancia-ao-que-faz","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/artesanatodamente\/2020\/01\/06\/quem-nao-fica-nervoso-antes-de-um-desempenho-e-porque-nao-da-importancia-ao-que-faz\/","title":{"rendered":"\u201cQuem n\u00e3o fica nervoso (antes de um desempenho) \u00e9 porque n\u00e3o d\u00e1 import\u00e2ncia ao que faz\u201d"},"content":{"rendered":"<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone size-large wp-image-1629\" src=\"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/artesanatodamente\/wp-content\/themes\/veen\/assets\/images\/transparent.gif\" data-lazy=\"true\" data-src=\"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/artesanatodamente\/wp-content\/uploads\/sites\/52\/2020\/01\/Tecnicas_de_apresenta\u00e7\u00e3o_para_pe-740x492.jpg\" alt=\"\" width=\"740\" height=\"492\" data-srcset=\"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/artesanatodamente\/wp-content\/uploads\/sites\/52\/2020\/01\/Tecnicas_de_apresenta\u00e7\u00e3o_para_pe-740x492.jpg 740w, https:\/\/blogs.opovo.com.br\/artesanatodamente\/wp-content\/uploads\/sites\/52\/2020\/01\/Tecnicas_de_apresenta\u00e7\u00e3o_para_pe-300x199.jpg 300w, https:\/\/blogs.opovo.com.br\/artesanatodamente\/wp-content\/uploads\/sites\/52\/2020\/01\/Tecnicas_de_apresenta\u00e7\u00e3o_para_pe-768x510.jpg 768w, https:\/\/blogs.opovo.com.br\/artesanatodamente\/wp-content\/uploads\/sites\/52\/2020\/01\/Tecnicas_de_apresenta\u00e7\u00e3o_para_pe-120x80.jpg 120w, https:\/\/blogs.opovo.com.br\/artesanatodamente\/wp-content\/uploads\/sites\/52\/2020\/01\/Tecnicas_de_apresenta\u00e7\u00e3o_para_pe.jpg 850w\" data-sizes=\"auto, (max-width: 740px) 100vw, 740px\" \/><\/p>\n<p><em>\u201cQuem n\u00e3o fica nervoso (antes de um desempenho) \u00e9 porque n\u00e3o d\u00e1 import\u00e2ncia ao que faz\u201d <\/em><\/p>\n<p><em>Antonio Meneses, violoncelista pernambucano. <\/em><\/p>\n<p>Eu gosto de observar as pessoas em seus trabalhos e ocupa\u00e7\u00f5es. Uma das coisas que mais me deixa feliz \u00e9 ver o brilho no olhar e a forma entusiasmada das que trabalham com afinco. Quem no dia a dia do trabalho tem essa caracter\u00edstica, comumente consegue se destacar, crescer, subir na carreira e o mais importante, s\u00e3o lembradas por muito tempo pelas pessoas com que tiveram contato.<\/p>\n<p><!--more--><\/p>\n<p>Eu j\u00e1 sou professor h\u00e1 12 anos (na data em que escrevo esse texto) e ainda hoje quando come\u00e7a uma turma nova me d\u00e1 um certo frio na barriga e um pouco de nervosismo. E n\u00e3o se trata de inseguran\u00e7a, se trata de valoriza\u00e7\u00e3o do trabalho. Na minha mente vem aquele desejo de passar uma boa impress\u00e3o e ser cativante para os alunos. E isso d\u00e1 um pouco de nervosismo.<\/p>\n<p>Tamb\u00e9m j\u00e1 escrevo na internet h\u00e1 um pouco mais de 7 anos e sempre, antes de clicar no bot\u00e3o \u201cpublicar\u201d eu leio atentamente o texto, reviso algumas palavras e ideias. Al\u00e9m disso, sempre me pergunto: <em>\u201cEsse texto vai ajudar de alguma forma a quem l\u00ea-lo? Esse texto vai despertar ideias e insights bacanas?\u201d<\/em> S\u00f3 depois de responder a elas de forma afirmativa \u00e9 que publico.<\/p>\n<p>In\u00fameras vezes cheguei a escrever textos que estavam prestes a serem publicados e na \u00faltima hora me veio a negativa para as perguntas acima. E sabe de uma coisa interessante? Esse exerc\u00edcio tem sido para mim como uma esp\u00e9cie de terapia, no qual expresso em palavras escritas parte do que estou sentindo e est\u00e1 me incomodando.<\/p>\n<p>Muitas vezes somos tentados a escrever sobre algo que esteja nos deixando tristes, chateados, irritados ou desesperan\u00e7osos etc. Por\u00e9m, \u00e9 preciso compreender que em quase 100% dos casos, o que nos incomoda e chateia, para outras pessoas pode ser exatamente o oposto, pode ser motivo de alegria e orgulho.<\/p>\n<p>Em 2019, uma obra magn\u00edfica que li alguns trechos se chama <strong>\u201cCr\u00edtica da Raz\u00e3o Pura\u201d<\/strong> do fil\u00f3sofo alem\u00e3o <strong>Immanuel Kant<\/strong>, e nesta obra ele aborda amplamente um conceito famoso seu que \u00e9 o <strong>\u201cImperativo Categ\u00f3rico\u201d.<\/strong> Sendo bem direto e objetivo, esse conceito diz: \u201c<em>Age apenas segundo uma m\u00e1xima tal que possas ao mesmo tempo querer que ela se torne lei universal\u201d.<\/em> Em outras palavras, se o que eu fizer puder ser feito por 100% das pessoas, maravilha, ent\u00e3o trata-se de algo moralmente correto, se n\u00e3o puder ser feito por 100% das pessoas, \u00e9 preciso pensar com mais cuidado, com mais cautela, com mais crit\u00e9rio, buscando como objetivo que se torne algo universal.<\/p>\n<p>Eu passei a olhar para o meu dia a dia e atitudes com um olhar bem mais consciente ap\u00f3s estudar um pouco esse pensador t\u00e3o revolucion\u00e1rio. Se voc\u00ea observar e ler com bastante aten\u00e7\u00e3o esse conceito, \u00e9 poss\u00edvel fazer o link com a frase do Antonio Meneses. O nervosismo que ele coloca \u00e9 esse momento de autorreflex\u00e3o, no qual voc\u00ea pensa na melhor forma de atuar. Dessa forma podemos atingir o que chamamos de <strong>excel\u00eancia<\/strong>.<\/p>\n<p>Mas n\u00e3o confunda com perfeccionismo ok? Excel\u00eancia n\u00e3o tem nada a ver com perfeccionismo. Essa postura prov\u00e9m do medo de errar, do medo de falhar, de uma auto-exig\u00eancia que causa neuroses e adoecimentos.<\/p>\n<p>A excel\u00eancia \u00e9 quase um sin\u00f4nimo do capricho, de um trabalho bem realizado. O <strong>Prof. Mario Sergio Cortella<\/strong> costuma dizer isso aqui nas suas palestras, o que concordo em g\u00eanero, n\u00famero e grau.<\/p>\n<p><em>\u201c<a href=\"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/artesanatodamente\/2018\/02\/16\/experiencia-profissional-me-torna-mais-consciente\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Capricho<\/a> \u00e9 fazer o melhor com aquilo que se tem, enquanto n\u00e3o tem condi\u00e7\u00f5es melhores para fazer melhor ainda\u201d. <\/em><\/p>\n<p>Ou seja, \u00e9 se utilizar dos recursos de que se disp\u00f5e, por\u00e9m sempre nutrindo essa humildade de que pode ser melhor a cada dia.<\/p>\n<p>Eu quero ser a cada ano que passa um <a href=\"https:\/\/www.asomadetodosafetos.com\/2018\/10\/a-forca-do-professor.html\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">professor melhor<\/a>, um escritor melhor, um psicanalista melhor. Mas acima de tudo, uma pessoa melhor, que valoriza as amizades, o bom conv\u00edvio com a fam\u00edlia ou com os colegas de trabalho e por a\u00ed vai.<\/p>\n<p>Que esse breve texto lhe leve a refletir sobre a import\u00e2ncia de fazermos o melhor nas condi\u00e7\u00f5es que temos no momento e sempre buscando um aperfei\u00e7oamento. \u00c9 normal ficar um pouco nervoso, e esse nervosismo \u00e9 justamente o tempero que deixa especial e \u00fanico o seu trabalho e atribui\u00e7\u00f5es&#8230;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>\u201cQuem n\u00e3o fica nervoso (antes de um desempenho) \u00e9 porque n\u00e3o d\u00e1 import\u00e2ncia ao que faz\u201d Antonio Meneses, violoncelista pernambucano. 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