{"id":164,"date":"2014-11-14T06:31:30","date_gmt":"2014-11-14T09:31:30","guid":{"rendered":"http:\/\/blog.opovo.com.br\/artesanatodamente\/?p=164"},"modified":"2014-11-14T06:31:30","modified_gmt":"2014-11-14T09:31:30","slug":"parabola-da-ra","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/artesanatodamente\/2014\/11\/14\/parabola-da-ra\/","title":{"rendered":"A par\u00e1bola da r\u00e3"},"content":{"rendered":"<p align=\"CENTER\"><a href=\"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/artesanatodamente\/wp-content\/uploads\/sites\/52\/2014\/11\/Fig09_Seladinha-r\u00e3-vista-de-lado.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-165\" alt=\"Fig09_Seladinha (r\u00e3 vista de lado)\" src=\"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/artesanatodamente\/wp-content\/themes\/veen\/assets\/images\/transparent.gif\" data-lazy=\"true\" data-src=\"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/artesanatodamente\/wp-content\/uploads\/sites\/52\/2014\/11\/Fig09_Seladinha-r\u00e3-vista-de-lado.jpg\" width=\"1600\" height=\"1067\" data-srcset=\"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/artesanatodamente\/wp-content\/uploads\/sites\/52\/2014\/11\/Fig09_Seladinha-r\u00e3-vista-de-lado.jpg 1600w, https:\/\/blogs.opovo.com.br\/artesanatodamente\/wp-content\/uploads\/sites\/52\/2014\/11\/Fig09_Seladinha-r\u00e3-vista-de-lado-300x200.jpg 300w, https:\/\/blogs.opovo.com.br\/artesanatodamente\/wp-content\/uploads\/sites\/52\/2014\/11\/Fig09_Seladinha-r\u00e3-vista-de-lado-768x512.jpg 768w, https:\/\/blogs.opovo.com.br\/artesanatodamente\/wp-content\/uploads\/sites\/52\/2014\/11\/Fig09_Seladinha-r\u00e3-vista-de-lado-740x493.jpg 740w, https:\/\/blogs.opovo.com.br\/artesanatodamente\/wp-content\/uploads\/sites\/52\/2014\/11\/Fig09_Seladinha-r\u00e3-vista-de-lado-120x80.jpg 120w\" data-sizes=\"auto, (max-width: 1600px) 100vw, 1600px\" \/><\/a><\/p>\n<p align=\"JUSTIFY\">Outro dia li uma par\u00e1bola maravilhosa que falava sobre as perspectivas do ser humano e do quanto nossa vis\u00e3o \u00e9 limitada. Uma par\u00e1bola que nos faz refletir sobre as <b>zonas de conforto<\/b> e nos ajuda a enxergar o mundo com um olhar mais profundo.<\/p>\n<p align=\"JUSTIFY\"><!--more--><\/p>\n<p align=\"JUSTIFY\"><i>A par\u00e1bola da r\u00e3<\/i><\/p>\n<p align=\"JUSTIFY\"><i>Havia uma r\u00e3 que vivia num po\u00e7o pr\u00f3ximo ao oceano. Ali havia nascido e dali nunca tinha sa\u00eddo pois n\u00e3o conseguia saltar t\u00e3o alto. Mesmo porque, ela desconhecia o mundo ao redor do po\u00e7o pois, como nunca o havia visto, ent\u00e3o para ela n\u00e3o havia nada al\u00e9m das paredes de pedra que a cercava. Desta forma, ela ignorava o imenso oceano ao seu redor e que dele somente ouvia o seu som, sem se dar conta do que realmente era. Ela n\u00e3o s\u00f3 ignorava o oceano, ou seja, a condi\u00e7\u00e3o do mundo onde vivia, mas tamb\u00e9m ignorava sua pr\u00f3pria condi\u00e7\u00e3o de \u201cr\u00e3 presa no po\u00e7o\u201d e para descobrir que vivia num po\u00e7o e que havia um oceano a poucos metros, ela teria que sair dali.<\/i><\/p>\n<p align=\"JUSTIFY\"><i>Mas um dia uma gar\u00e7a come\u00e7ou a sobrevoar o po\u00e7o e viu a pequenina r\u00e3 ali a coaxar . Pousou na borda do po\u00e7o e perguntou \u00e0 r\u00e3 porque ela vivia num po\u00e7o, tendo um oceano t\u00e3o grande a seu dispor do lado de fora. Surpresa com a pergunta do p\u00e1ssaro, ela reagiu confusa dizendo que o p\u00e1ssaro de nada sabia e que o po\u00e7o era seu mundo seguro e confort\u00e1vel e que nada poderia existir al\u00e9m dele.<\/i><\/p>\n<p align=\"JUSTIFY\"><i>Diante da rea\u00e7\u00e3o da r\u00e3, a gar\u00e7a voa para longe, deixando-a. Depois de algum tempo, a r\u00e3 reflete sobre o que a gar\u00e7a havia lhe dito e come\u00e7a a questionar se realmente n\u00e3o haveria um mundo al\u00e9m das paredes de pedra do po\u00e7o e que talvez estivesse equivocada e que a hist\u00f3ria daquele p\u00e1ssaro poderia ter algum fundamento. Na outra vez que o p\u00e1ssaro por l\u00e1 sobrevoou, a r\u00e3 o chamou e desculpando-se pela atitude na vez anterior pediu que a gar\u00e7a a levasse para um passeio em suas costas. <\/i><\/p>\n<p align=\"JUSTIFY\"><i>A gar\u00e7a, muito prestativa, concorda com o pedido, colocando a pequena r\u00e3 em suas costas, al\u00e7ou voo. A certa altura a r\u00e3zinha olha para baixo e v\u00ea seu pequeno po\u00e7o e ent\u00e3o compreende quem era, onde morava e que havia um oceano imenso e desconhecido ao lado de sua casa que nunca havia visto. Ou seja, a pequena r\u00e3 experimentou duas realiza\u00e7\u00f5es simult\u00e2neas, quem era e onde estava inserida, dissipando suas d\u00favidas existenciais. Ela v\u00ea como era pequeno seu po\u00e7o e como era imenso o oceano.<\/i><\/p>\n<p align=\"JUSTIFY\">Esta bela par\u00e1bola vem nos fazer refletir sobre as nossas <a title=\"A rosa e seus espinhos\" href=\"http:\/\/paralemdoagora.wordpress.com\/2014\/01\/13\/a-rosa-e-seus-espinhos\/\" target=\"_blank\">zonas de conforto<\/a>. <em>Ser\u00e1 que voc\u00ea n\u00e3o est\u00e1 vivendo no fundo de um po\u00e7o profundo? Sem muitas esperan\u00e7as de encontrar o oceano e sua beleza? Ser\u00e1 que voc\u00ea n\u00e3o se acostumou a viver uma vida sem aventuras e mudan\u00e7as? Ser\u00e1 que voc\u00ea ainda n\u00e3o procurou o oceano por medo de se afogar nele? Ser\u00e1 que o oceano parece grande demais ou ut\u00f3pico para sua atual realidade?<\/em> Esses s\u00e3o questionamentos muito profundos. Pare um pouco para pensar nessas quest\u00f5es&#8230;<\/p>\n<p align=\"JUSTIFY\">Todos n\u00f3s temos nossas zonas de conforto, e para se libertar delas \u00e9 preciso <a title=\"A palavra coragem\" href=\"http:\/\/paralemdoagora.wordpress.com\/2013\/04\/25\/a-palavra-coragem\/\" target=\"_blank\"><b>coragem<\/b><\/a> e <a title=\"A ousadia e o agora\" href=\"http:\/\/paralemdoagora.wordpress.com\/2013\/05\/08\/a-ousadia-e-o-agora\/\" target=\"_blank\"><b>ousadia<\/b><\/a>. \u00c9 preciso ter um firme prop\u00f3sito na mente de que sair da condi\u00e7\u00e3o atual e avan\u00e7ar para \u00e1guas mais profundas \u00e9 uma necessidade para alcan\u00e7ar maiores realiza\u00e7\u00f5es pessoais, al\u00e9m de uma felicidade muito mais intensa e duradoura.<\/p>\n<p align=\"JUSTIFY\">Viver no fundo do po\u00e7o e se contentar com uma vida de migalhas \u00e9 uma quest\u00e3o de escolha. Todos n\u00f3s temos a oportunidade de sair desta condi\u00e7\u00e3o de mis\u00e9ria e procurar o vasto oceano que est\u00e1 dentro de n\u00f3s mesmos, apenas n\u00e3o conseguimos enxerg\u00e1-lo. Esta \u00e9 outra interpreta\u00e7\u00e3o maravilhosa para esta par\u00e1bola. Podemos interpretar a gar\u00e7a como a nossa <b>consci\u00eancia<\/b>, nos chamando a sair do <a title=\"A capacidade de voar\" href=\"http:\/\/paralemdoagora.wordpress.com\/2013\/08\/15\/a-capacidade-de-voar\/\" target=\"_blank\">fundo do po\u00e7o<\/a> em dire\u00e7\u00e3o ao oceano das novas oportunidades e perspectivas, e este oceano j\u00e1 est\u00e1 <b>dentro de n\u00f3s<\/b>, basta que enxerguemos sua beleza obscurecida pelo medo, pelos complexos de inferioridade, pelos traumas do passado etc.<\/p>\n<p align=\"JUSTIFY\">Para finalizar, quero comentar as palavras finais desta par\u00e1bola, que dizem: <i>\u201ca pequena r\u00e3 experimentou duas realiza\u00e7\u00f5es simult\u00e2neas, quem era e onde estava inserida, dissipando suas d\u00favidas existenciais. Ela v\u00ea como era pequeno seu po\u00e7o e como era imenso o oceano\u201d. <\/i>Quase sempre, n\u00f3s projetamos nos medos um monstro ou fantasma muito maior do que na realidade \u00e9. Achamos que estamos vivendo um caos, quando na realidade nossos problemas nem eram t\u00e3o grandes assim. \u00c9 preciso ter coragem para enfrentar nossos medos e pris\u00f5es, para l\u00e1 na frente descobrir que eles n\u00e3o eram t\u00e3o grandes quanto imagin\u00e1vamos. Vamos buscar a imensid\u00e3o do oceano e dissipar a escurid\u00e3o do nosso pequeno po\u00e7o&#8230;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Outro dia li uma par\u00e1bola maravilhosa que falava sobre as perspectivas do ser humano e do quanto nossa vis\u00e3o \u00e9 limitada. 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