{"id":354,"date":"2015-07-17T08:23:19","date_gmt":"2015-07-17T11:23:19","guid":{"rendered":"http:\/\/blog.opovo.com.br\/artesanatodamente\/?p=354"},"modified":"2018-04-27T08:02:21","modified_gmt":"2018-04-27T11:02:21","slug":"e-possivel-nunca-se-sentir-ofendido","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/artesanatodamente\/2015\/07\/17\/e-possivel-nunca-se-sentir-ofendido\/","title":{"rendered":"\u00c9 poss\u00edvel nunca se sentir ofendido?"},"content":{"rendered":"<p><a href=\"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/artesanatodamente\/wp-content\/uploads\/sites\/52\/2015\/07\/continuidade-a-pratica-da-meditacao-blog-sobre-budismo.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-356\" src=\"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/artesanatodamente\/wp-content\/themes\/veen\/assets\/images\/transparent.gif\" data-lazy=\"true\" data-src=\"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/artesanatodamente\/wp-content\/uploads\/sites\/52\/2015\/07\/continuidade-a-pratica-da-meditacao-blog-sobre-budismo.jpg\" alt=\"continuidade-a-pratica-da-meditacao-blog-sobre-budismo\" width=\"887\" height=\"594\" data-srcset=\"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/artesanatodamente\/wp-content\/uploads\/sites\/52\/2015\/07\/continuidade-a-pratica-da-meditacao-blog-sobre-budismo.jpg 887w, https:\/\/blogs.opovo.com.br\/artesanatodamente\/wp-content\/uploads\/sites\/52\/2015\/07\/continuidade-a-pratica-da-meditacao-blog-sobre-budismo-300x201.jpg 300w, https:\/\/blogs.opovo.com.br\/artesanatodamente\/wp-content\/uploads\/sites\/52\/2015\/07\/continuidade-a-pratica-da-meditacao-blog-sobre-budismo-768x514.jpg 768w, https:\/\/blogs.opovo.com.br\/artesanatodamente\/wp-content\/uploads\/sites\/52\/2015\/07\/continuidade-a-pratica-da-meditacao-blog-sobre-budismo-740x496.jpg 740w, https:\/\/blogs.opovo.com.br\/artesanatodamente\/wp-content\/uploads\/sites\/52\/2015\/07\/continuidade-a-pratica-da-meditacao-blog-sobre-budismo-120x80.jpg 120w\" data-sizes=\"auto, (max-width: 887px) 100vw, 887px\" \/><\/a><\/p>\n<p>Por causa da nossa natureza humana ainda extremamente apegada e conectada ao nosso <b>EGO<\/b>, um sentimento comum que nos acomete \u00e9 a <b>OFENSA.<\/b> \u00c9 muito f\u00e1cil se sentir ofendido e por causa desse sentimento queremos reagir com agress\u00f5es verbais ou f\u00edsicas a pessoa que nos ofendeu.<\/p>\n<p><!--more--><\/p>\n<p>Essa \u00e9 a pergunta<b><i>: \u201c\u00c9 poss\u00edvel nunca se sentir ofendido?\u201d.<\/i><\/b> Essa \u00e9 uma pergunta bem dif\u00edcil, por\u00e9m, ela tem uma resposta sim. <b>\u00c9 POSS\u00cdVEL<\/b>.<\/p>\n<p>Mas como? O que fazer para nunca se sentir ofendido? Vou explicar para voc\u00ea a partir da raiz dessa palavra. O que significa ofender?<\/p>\n<p>A palavra ofender deriva de <b><i>\u201cfenda\u201d<\/i><\/b>, ou seja, dentro de voc\u00ea existe uma fenda na qual a outra pessoa consegue jogar a sua raiva, o seu desamor, o seu descontentamento etc. Entende?<\/p>\n<p>Para que voc\u00ea n\u00e3o se sinta mais ofendido, o que voc\u00ea tem que fazer \u00e9 preencher essa fenda! Como preench\u00ea-la? Lembre-se que se trata de uma met\u00e1fora, n\u00e3o \u00e9 o seu corpo f\u00edsico com um corte de uma navalha! N\u00e3o! Essa fenda deriva da nossa ignor\u00e2ncia, dos nossos medos, das nossas raivas, da falta de um sentido mais profundo para a vida etc.<\/p>\n<p>O que preenche essa fenda? O <b>AUTOCONHECIMENTO<\/b>. Voc\u00ea precisa se encher do amor de Deus, desenvolver a justi\u00e7a, a retid\u00e3o, um car\u00e1ter ilibado, a generosidade, a caridade, a humildade, o desprendimento, o servi\u00e7o etc. Isso \u00e9 f\u00e1cil? Definitivamente n\u00e3o! Na realidade \u00e9 um imenso desafio. O que estou propondo a voc\u00ea nesse texto \u00e9 um caminho para a ilumina\u00e7\u00e3o, sabia disso?<\/p>\n<p>Um ser iluminado tem todas essas virtudes que enumerei e muitas outras, que s\u00e3o desenvolvidas pouco a pouco at\u00e9 chegar a consci\u00eancia de um Buda ou de um Cristo.<\/p>\n<p>Isso \u00e9 muito poss\u00edvel meus amigos! Estou escrevendo esse texto com a consci\u00eancia de que falta muito para chegar l\u00e1, mas cada passinho nessa dire\u00e7\u00e3o \u00e9 uma vit\u00f3ria tanto para n\u00f3s como para as outras pessoas.<\/p>\n<p>Voc\u00ea tem vontade de n\u00e3o se sentir mais ofendido por ningu\u00e9m? Trabalhe o seu <b>EGO<\/b>, desenvolva essas nobres virtudes que citei e outras mais.<\/p>\n<p>Para concluir. Compartilho um dos mais belos textos do m\u00edstico oriental <b>Osho <\/b>que eu j\u00e1 li em toda minha vida. Li\u00e7\u00f5es preciosas de um grande iluminado, que fez e continua fazendo diferen\u00e7a na vida de milhares de pessoas. Leia com bastante aten\u00e7\u00e3o&#8230;<\/p>\n<p>*******************<\/p>\n<p><i>Buda estava sentado embaixo de uma \u00e1rvore falando aos seus disc\u00edpulos. Um homem se aproximou e deu-lhe um tapa no rosto.<\/i><\/p>\n<p><i>Buda esfregou o local e perguntou ao homem:<\/i><\/p>\n<p><i>&#8211; E agora? O que vai querer dizer?<\/i><\/p>\n<p><i>O homem ficou um tanto confuso, porque ele pr\u00f3prio n\u00e3o esperava que, depois de dar um tapa no rosto de algu\u00e9m, essa pessoa perguntasse: &#8220;E agora?&#8221; Ele n\u00e3o passara por essa experi\u00eancia antes. Ele insultava as pessoas e elas ficavam com raiva e reagiam. Ou, se fossem covardes, sorriam, tentando suborn\u00e1-lo. Mas Buda n\u00e3o era num uma coisa nem outra; ele n\u00e3o ficara com raiva nem ofendido, nem tampouco fora covarde. Apenas fora sincero e perguntara: &#8220;E agora?&#8221; N\u00e3o houve rea\u00e7\u00e3o da sua parte.<\/i><\/p>\n<p><i>Os disc\u00edpulos de Buda ficaram com raiva, reagiram. O disc\u00edpulo mais pr\u00f3ximo, Ananda, disse:<\/i><\/p>\n<p><i><br \/>\n&#8211; Isso foi demais: n\u00e3o podemos tolerar. Buda, guarde os seus ensinamentos para o senhor e n\u00f3s vamos mostrar a este homem que ele n\u00e3o pode fazer o que fez. Ele tem de ser punido por isso. Ou ent\u00e3o todo mundo vai come\u00e7ar a fazer dessas coisas.<br \/>\n<\/i><\/p>\n<p><i>&#8211; Fique quieto \u2013 interveio Buda \u2013 Ele n\u00e3o me ofendeu, mas\u00a0<b>voc\u00ea<\/b>\u00a0est\u00e1 me ofendendo. Ele \u00e9 novo, um estranho. E pode ter ouvido alguma coisa sobre mim de algu\u00e9m, pode ter formado uma id\u00e9ia, uma no\u00e7\u00e3o a meu respeito. Ele n\u00e3o bateu em mim; ele bateu nessa no\u00e7\u00e3o, nessa id\u00e9ia a meu respeito; porque ele n\u00e3o me conhece, como ele pode me ofender? As pessoas devem ter falado alguma coisa a meu respeito, que &#8220;aquele homem \u00e9 um ateu, um homem perigoso, que tira as pessoas do bom caminho, um revolucion\u00e1rio, um corruptor&#8221;. Ele deve ter ouvido algo sobre mim e formou um conceito, uma id\u00e9ia. Ele bateu nessa id\u00e9ia.<br \/>\n<\/i><\/p>\n<p><i>Se voc\u00eas refletirem profundamente, continuou Buda,\u00a0<b>ele bateu na pr\u00f3pria mente<\/b>. Eu n\u00e3o fa\u00e7o parte dela, e vejo que este pobre homem tem alguma coisa a dizer, porque essa \u00e9 uma maneira de dizer alguma coisa: ofender \u00e9 uma maneira de dizer alguma coisa. H\u00e1 momentos em que voc\u00ea sente que a linguagem \u00e9 insuficiente: no amor profundo, na raiva extrema, no \u00f3dio, na ora\u00e7\u00e3o.<\/i><\/p>\n<p><i>H\u00e1 momentos de grande intensidade em que a linguagem \u00e9 impotente; ent\u00e3o voc\u00ea precisa fazer alguma coisa. Quando voc\u00eas est\u00e3o apaixonados e beijam ou abra\u00e7am a pessoa amada, o que est\u00e3o fazendo? Est\u00e3o dizendo algo. Quando voc\u00eas est\u00e3o com raiva, uma raiva intensa, voc\u00eas batem na pessoa, cospem nela, est\u00e3o dizendo algo. Eu entendo esse homem. Ele deve ter mais alguma coisa a dizer; por isso pergunto: &#8220;E agora?&#8221;<\/i><\/p>\n<p><em>O homem ficou ainda mais confuso! E buda disse aos seus disc\u00edpulos:<\/em><\/p>\n<p><em>&#8211; Estou mais ofendido com voc\u00eas porque voc\u00eas me conhecem, viveram anos comigo e ainda reagem.<\/em><\/p>\n<p><em>Atordoado, confuso, o homem voltou para casa. Naquela noite n\u00e3o conseguiu dormir.<\/em><\/p>\n<p><em>Na manh\u00e3 seguinte, o homem voltou l\u00e1 e atirou-se aos p\u00e9s de Buda. De novo, Buda lhe perguntou:<\/em><\/p>\n<p><em>&#8211; E agora? Esse seu gesto tamb\u00e9m \u00e9 uma maneira de dizer alguma coisa que n\u00e3o pode ser dita com a linguagem. Voltando-se para os disc\u00edpulos, Buda falou:<\/em><\/p>\n<p><em>&#8211; Olhe, Ananda, este homem aqui de novo. Ele est\u00e1 dizendo alguma coisa. Este homem \u00e9 uma pessoa de emo\u00e7\u00f5es profundas.<\/em><\/p>\n<p><em>O homem olhou para Buda e disse:<\/em><\/p>\n<p><em>&#8211; Perdoe-me pelo que fiz ontem.<\/em><\/p>\n<p><em>&#8211; Perdoar? \u2013 exclamou Buda. \u2013 Mas eu n\u00e3o sou o mesmo homem a quem voc\u00ea fez aquilo. O Ganges continua correndo, nunca \u00e9 o mesmo Ganges de novo. Todo homem \u00e9 um rio. O homem em quem voc\u00ea bateu n\u00e3o est\u00e1 mais aqui: eu apenas me pare\u00e7o com ele, mas n\u00e3o sou mais o mesmo; aconteceu muita coisa nestas vinte e quatro horas! O rio correu bastante. Portanto, n\u00e3o posso perdoar voc\u00ea porque n\u00e3o tenho rancor contra voc\u00ea.<\/em><\/p>\n<p><em>E voc\u00ea tamb\u00e9m \u00e9 outro, continuou Buda. Posso ver que voc\u00ea n\u00e3o \u00e9 o mesmo homem que veio aqui ontem, porque aquele homem estava com raiva; ele estava indignado. Ele me bateu e voc\u00ea est\u00e1 inclinado aos meus p\u00e9s, tocando os meus p\u00e9s; como pode ser o mesmo homem? Voc\u00ea n\u00e3o \u00e9 o mesmo homem; portanto, vamos esquecer tudo. Essas duas pessoas: o homem que bateu e o homem em quem ele bateu n\u00e3o est\u00e3o mais aqui. Venha c\u00e1. Vamos conversar.<\/em><\/p>\n<p><b>Link<\/b>: <a href=\"http:\/\/www.saindodamatrix.com.br\/archives\/2007\/06\/buda_e_o_tapa.html\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Buda e o tapa<\/a><\/p>\n<p><strong>Breve \u00e1udio sobre esse tema\u00a0<\/strong><\/p>\n<p>https:\/\/soundcloud.com\/paralemdoagora\/como-lidar-com-as-ofensas<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/www.saindodamatrix.com.br\/archives\/2007\/06\/buda_e_o_tapa.html\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">\u00a0<\/a><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Por causa da nossa natureza humana ainda extremamente apegada e conectada ao nosso EGO, um sentimento comum que nos acomete \u00e9 a OFENSA. \u00c9 muito&#8230;<\/p>\n","protected":false},"author":106,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[4],"tags":[23,35,44],"class_list":["post-354","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-autoconhecimento","tag-espiritualidade","tag-osho","tag-sentimentos"],"amp_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/artesanatodamente\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/354","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/artesanatodamente\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/artesanatodamente\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/artesanatodamente\/wp-json\/wp\/v2\/users\/106"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/artesanatodamente\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=354"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/artesanatodamente\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/354\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":1124,"href":"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/artesanatodamente\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/354\/revisions\/1124"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/artesanatodamente\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=354"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/artesanatodamente\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=354"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/artesanatodamente\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=354"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}