{"id":85,"date":"2014-08-22T06:35:30","date_gmt":"2014-08-22T09:35:30","guid":{"rendered":"http:\/\/blog.opovo.com.br\/artesanatodamente\/?p=85"},"modified":"2014-08-22T06:35:30","modified_gmt":"2014-08-22T09:35:30","slug":"fio-da-navalha","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/artesanatodamente\/2014\/08\/22\/fio-da-navalha\/","title":{"rendered":"No fio da navalha"},"content":{"rendered":"<p><!--\nP { margin-bottom: 0.21cm; }A:link {  }\n--><\/p>\n<p align=\"CENTER\"><a href=\"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/artesanatodamente\/wp-content\/uploads\/sites\/52\/2014\/08\/1-duy-huyhn-one-step-at-a-time.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-86\" alt=\"OLYMPUS DIGITAL CAMERA\" src=\"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/artesanatodamente\/wp-content\/themes\/veen\/assets\/images\/transparent.gif\" data-lazy=\"true\" data-src=\"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/artesanatodamente\/wp-content\/uploads\/sites\/52\/2014\/08\/1-duy-huyhn-one-step-at-a-time.jpg\" width=\"605\" height=\"480\" data-srcset=\"https:\/\/blogs.opovo.com.br\/artesanatodamente\/wp-content\/uploads\/sites\/52\/2014\/08\/1-duy-huyhn-one-step-at-a-time.jpg 605w, https:\/\/blogs.opovo.com.br\/artesanatodamente\/wp-content\/uploads\/sites\/52\/2014\/08\/1-duy-huyhn-one-step-at-a-time-300x238.jpg 300w, https:\/\/blogs.opovo.com.br\/artesanatodamente\/wp-content\/uploads\/sites\/52\/2014\/08\/1-duy-huyhn-one-step-at-a-time-120x95.jpg 120w\" data-sizes=\"auto, (max-width: 605px) 100vw, 605px\" \/><\/a><\/p>\n<p align=\"JUSTIFY\">Este blog se chama <strong>\u201cArtesanato da mente\u201d<\/strong> e ainda n\u00e3o falei como surgiu esse nome. Vou explicar. Eu tenho forma\u00e7\u00e3o acad\u00eamica na \u00e1rea das exatas (F\u00edsica) e sou professor de F\u00edsica e Matem\u00e1tica. Por\u00e9m, sempre existiu em mim um lado questionador, po\u00e9tico, art\u00edstico, que durante muito tempo ficou adormecido. Eu despertei esse lado mais criativo a partir das dificuldades que tive na vida. Os meus sofrimentos me levaram a desenvolver o lado mais humano como nunca imaginei ser poss\u00edvel.<\/p>\n<p align=\"JUSTIFY\"><!--more--><\/p>\n<p align=\"JUSTIFY\">Amo Filosofia, Psicologia e Teologia. Todas elas s\u00e3o linhas de pensamento que nos levam a grandes reflex\u00f5es, da mesma forma que amo as artes de todas as formas: <em>m\u00fasica, poesia, pinturas, esculturas, artesanato, orquestras, \u00f3peras etc. etc.<\/em><\/p>\n<p align=\"JUSTIFY\">Ent\u00e3o pensei: <em>\u201cComo posso unir essas tend\u00eancias?\u201d<\/em>. Depois de pensar bastante surgiu esse nome: <strong>\u201cArtesanato da mente\u201d<\/strong>, que achei a minha cara e bem elegante n\u00e3o acha?<\/p>\n<p align=\"JUSTIFY\">\u00a0Mas por que estou falando isso? Meu objetivo \u00e9 falar sobre outra coisa. Sobre nossos talentos mais enraizados e essenciais. Descobri meu talento para a escrita e sei que ele pode ajudar muitas pessoas e a mim pr\u00f3prio se me mantiver firme neste prop\u00f3sito e atento \u00e0s in\u00fameras curvas e dificuldades que certamente surgem pelo caminho.<\/p>\n<p align=\"JUSTIFY\">\u00a0No Brasil e no mundo inteiro existem pessoas com talentos incr\u00edveis que n\u00e3o s\u00e3o desenvolvidos por causa do sistema no qual est\u00e3o inseridos e pelo estilo de vida que visa muito mais o lucro, a ostenta\u00e7\u00e3o, o ter mais, o trabalhar mais, o produzir mais, em detrimento daquilo que preenche nossa vida e nossa alma de alegria. Para se adequar a essa realidade, muitos deixam de correr atr\u00e1s dos seus sonhos e de realizar um trabalho muito mais motivador e realizador. Isso \u00e9 triste, por\u00e9m bem mais comum do que se pensa.<\/p>\n<p align=\"JUSTIFY\">\u00a0Quero levar voc\u00ea a refletir sobre isso e pensar na sua pr\u00f3pria vida. <strong><em>Voc\u00ea est\u00e1 trabalhando com aquilo que faz seu cora\u00e7\u00e3o vibrar de emo\u00e7\u00e3o? Trabalha com algo que d\u00e1 um sentimento de dever cumprido toda vez que chega em casa ao final do dia? Vai trabalhar com um brilho intenso no olhar, sem se queixar disso ou daquilo?<\/em><\/strong><\/p>\n<p align=\"JUSTIFY\">\u00a0Responda a esses e outros questionamentos que forem surgindo em sua mente com absoluta sinceridade e siga o caminho do seu cora\u00e7\u00e3o. Garanto a voc\u00ea que o caminho do cora\u00e7\u00e3o \u00e9 aquele que pode nos dar um sentido pleno para a vida, mesmo que esse caminho n\u00e3o satisfa\u00e7a o que os outros pensem a nosso respeito ou mesmo que ele n\u00e3o venha a dar o reconhecimento que a sociedade tanto tenta nos impor como fundamental, ou dar um retorno financeiro t\u00e3o pomposo etc. Vale a pena pensar sobre tudo isso&#8230;<\/p>\n<p align=\"JUSTIFY\">\u00a0E para continuar refletindo sobre esses temas, compartilho um texto inspirador do jornalista, escritor e radialista <b>Fl\u00e1vio Siqueira<\/b>.<\/p>\n<p>\u00a0<i>&#8220;Todos temos habilidades e todas as habilidades s\u00e3o igualmente belas e importantes. \u00c9 como o corpo humano, a natureza, cada \u00f3rg\u00e3o, cada animal, cada \u00e1rvore, cada um cumprindo seu papel.<\/i><\/p>\n<p><em>Outro dia li em algum lugar que, se as abelhas fossem extintas (e elas est\u00e3o desaparecendo aos poucos) sofrer\u00edamos um grande colapso, n\u00e3o haveria poliniza\u00e7\u00e3o, sem plantas, sem animais, incluindo os humanos. O problema \u00e9 que n\u00e3o enxergamos mais a vida sob a perspectiva dos significados, mas atrav\u00e9s dos olhos reguladores do tal &#8220;mercado&#8221;. D\u00e1 dinheiro? \u00c9 bom. N\u00e3o d\u00e1? Vai trabalhar vagabundo! &#8211; \u00c9 como a maioria age.<\/em><\/p>\n<p><em>E o talento natural? E a habilidade para fazer coisas belas? E a possibilidade para estender o que \u00e9 naquilo que faz, seja o que for, colocando-se no of\u00edcio, sendo \u00fatil no que sabe fazer? Os espa\u00e7os diminuem, gente sens\u00edvel vai trabalhar na f\u00e1brica, m\u00fasicos excepcionais viram vendedores de seguro, poetas cumprem turno nos bancos, artistas advogam, escritores assumem ger\u00eancia administrativa, talentos sufocados pela imposi\u00e7\u00e3o de um estilo de vida cruel que enquadra as pessoas em &#8220;quanto&#8221; s\u00e3o capazes de produzir e ganhar.<\/em><\/p>\n<p><em>O que fazer? N\u00e3o tenho f\u00f3rmulas m\u00e1gicas. Sei como s\u00e3o as coisas e reconhe\u00e7o que haver\u00e1 conflitos permanentes para quem resiste adequar-se. Na verdade, ou voc\u00ea se ad\u00e9qua, coloca sua gravata, seu crach\u00e1, sua pastinha embaixo do bra\u00e7o e sai \u00e0 luta, se entrega ao trabalho, faz o que puder para &#8220;chegar l\u00e1&#8221;, ou repensa a si mesmo, questiona-se se \u00e9 isso que quer e arca com as consequ\u00eancias. De um jeito ou outro haver\u00e1 consequ\u00eancias, portanto \u00e9 uma escolha.<\/em><\/p>\n<p><em>D\u00e1 para conciliar? Sempre d\u00e1. Mas a medida \u00e9 de cada um, n\u00e3o h\u00e1 regras. Sou um dos que tenta, que \u00e0s vezes cansa, que vive se equilibrando, caindo, levantando, repensando, ajustando, para conciliar necessidades com habilidades, vida profissional com voca\u00e7\u00e3o, pragmatismos e utopias. Escolhi ser o financiador do que fa\u00e7o, ainda que seja bastante dif\u00edcil. \u00c9 uma escolha.<\/em><\/p>\n<p><em>Acho que precisamos manter isso em mente: Que tipo de vida escolho ter? O que sei fazer? O que quero fazer? E caminhar conforme decidiu. N\u00e3o d\u00e1 para pautar-se apenas pelas imposi\u00e7\u00f5es do mercado e os apelos do consumo, assim como n\u00e3o d\u00e1 para viver desconsiderando que nossa sociedade gira em torno do dinheiro, que \u00e9 preciso sustentar-se, mesmo que a escolha seja por um estilo de vida mais simples.<\/em><\/p>\n<p><em>Apenas n\u00e3o sufoque o que \u00e9. Mantenha um espa\u00e7o de arejamento, deixe que uma fresta permane\u00e7a aberta, mesmo que seja m\u00ednima. Jamais sufoque suas habilidades. Pode ser que novas perspectivas sejam abertas, \u00e9 poss\u00edvel que caminhos n\u00e3o imagin\u00e1rios hoje se desenrolem com naturalidade, quem sabe?<\/em><\/p>\n<p><em>\u00c9 preciso caminhar atento, fiel ao que \u00e9, consciente de at\u00e9 que ponto concess\u00f5es ser\u00e3o necess\u00e1rias, mas n\u00e3o permitindo jamais perder-se no meio da multid\u00e3o de necessidades. \u00c9 um fio de navalha, escolhas di\u00e1rias que cabem a cada um de n\u00f3s.&#8221;<\/em><\/p>\n<p><em>Fl\u00e1vio Siqueira<\/em><\/p>\n<p><strong>Link<\/strong>: <a href=\"http:\/\/flaviosiqueira.com\/2014\/08\/19\/vida-profissional-da-para-conciliar-vocacao-com-necessidades\/\" target=\"_blank\">Vida profissional: D\u00e1 pra conciliar voca\u00e7\u00e3o com necessidade?<\/a><\/p>\n<div><strong>* Para ouvir a leitura desse texto basta clicar [<a href=\"https:\/\/soundcloud.com\/paralemdoagora\/no-fio-da-navalha\" target=\"_blank\">aqui<\/a>]<\/strong><\/div>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Este blog se chama \u201cArtesanato da mente\u201d e ainda n\u00e3o falei como surgiu esse nome. 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