Asas e Flaps

Os atrasos e falhas no setor aéreo brasileiro

aeroporto-rec

Um fim de semana intenso, o período de férias ou um evento de médias proporções são suficientes para instalar o caos nos aeroportos. Não é preciso muito para que atrasos e falhas nos voos aéreos brasileiros aconteçam. Aliás, este cenário já se tornou comum para os passageiros que constantemente se deslocam a trabalho. A má fama chegou até outros países que estão acostumados a noticiar os problemas no setor aéreo brasileiro. Os antecedentes de crise aérea não favorecem o Brasil e mesmo com os incentivos e melhorias na infraestrutura aeroportuária para a Copa 2014, o descrédito da população e até mesmo dos organizadores continua crescendo.

Dificuldades a se enfrentar na Copa 2014

A expectativa para o grande evento sediado pelo Brasil é de que haja problemas pontuais, mas as chances de um caos aéreo são mínimas. Um dos principais desafios na logística aérea será configurar um planejamento aéreo em um tempo curto. Isso porque as partidas da segunda fase do Mundial só serão estabelecidas após resultados da primeira fase, o que gera insegurança às autoridades. Será preciso estipular a tripulação destinada a esses voos e ainda obter autorização da ANAC (Agência Nacional de Aviação Civil) em tempo hábil. Outra dificuldade refere-se à falta de espaço físico para abrigar aviões e ao crescente fluxo de pousos e decolagens que tende a aumentar. Alguns problemas são imprevisíveis e podem ocorrer como a queda do software que gerencia os voos ou questões metereológicas.

copa-do-mundo-aeroportos-transparencia-politica

Porém, alguns eventos como o Rio +20, visita do papa e Copa das Confederações prepararam, de certa forma, o Brasil para eventos grandiosos e amplamente divulgados pela mídia. Outra visão otimista é a de que os passageiros costumeiros que viajam a negócios fiquem em casa e deem lugares aos entusiastas por futebol. Assim, a demanda apenas seria substituída e não haveria uma sobrecarga de passageiros. Sobre o problema da incerteza dos jogos da segunda fase, acredita-se que o caos pode ser evitado uma vez que os números de partidas são reduzidos e as companhias aéreas terão a flexibilidade de alterar voos com 24 horas de antecedência.

Possíveis soluções para o transporte aéreo

Algumas medidas estão sendo tomadas pela regulamentadora para evitar alguns transtornos durante o período da Copa 2014. Uma delas é a aplicação de multas de até 3,2 milhões por voo em empresas que não entregarem os passageiros ao destino em tempo hábil. Caso ocorram atrasos com mais de quatro horas a multa será intensificada para R$ 10 mil por passageiro, isso se não houver reembolso, alteração de voo ou garantia de hospedagem em hotel. Outra solução é o investimento em  voos fretados de jatos particulares, autorizado pela ANAC. A partir disso, existe a estimativa de que em 2014 haverá uma quantidade recordista de aviões particulares circulando, cerca de 3000 aeronaves, 3% a mais em relação à África do Sul, país sede da Copa passada. Como existe o problema de carência de espaço físico para efetuar pousos e decolagens, tudo indica que serão liberados aeródromos e hangares das Forças Armadas visando suprir esta necessidade. Apesar das medidas de última hora para sanar e antecipar problemas, o caos aéreo ainda está longe do fim. Enquanto não houver uma eficaz administração dos investimentos, reforma dos aeroportos e principalmente do setor do tráfego aéreo e o desenvolvimento de um plano aeroviário nacional, sempre haverá insegurança e descrença.

Audiência sobre caos aéreo no Senado

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *