Asas e Flaps

Assis Chateaubriand, também conhecido como Chatô, o que ele fez pela aviação brasileira?

O mundo e o Brasil percebiam, então, a grande importância que a aviação teria no destino da humanidade. Um influente jornalista, Francisco de Assis Chateabriand, dono de um império de comunicações da época, os Diários Associados, iniciou uma campanha para formar pilotos civis no Brasil inteiro, e esses pilotos formariam uma “reserva” de mão de obra aeronáutica que poderia, se necessário, entrar em combate caso o Brasil se envolvesse efetivamente na guerra (o que viria a acontecer em agosto de 1942). A campanha foi denominada “Campanha Nacional de Aviação”,

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… de Araraquara-SP durante a Campanha Nacional da Aviação. Adquiriu o Cessna-140 PP-DXA em parceria com o irmão Antonio Carlos de Camargo e voavam juntos.

e contaria não só com o apoio do Governo, mas também de empresas e pessoas físicas, através de doações de dinheiro, terrenos, hangares e aeronaves.

 

O Patrono da Aviação Aero Desportiva Nacional

Por Cláudio Moreira Bento

O jornalista, político, empresário e diplomata Francisco de Assis Chateaubriand Bandeira de Mello

Assis Chateaubriand

foi consagrado, por Dec. 58.495 de 11 dez 1985, patrono da Aviação Aero-Desportiva Nacional, por haver intensificado, em 1941, durante a 2ª Guerra Mundial e no ano da criação do Ministério da Aeronáutica, a Campanha Nacional de Aviação. Esta consistente na criação de aeroclubes por todo o Brasil,

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Novos Aeroclubes, então criados como resultado da Campanha Nacional de Aviação. Primeira turma de instrutores de voo do Aeroclube do Brasil
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marco histórico inicial da Aviação Aero Desportiva e, visando à formação de uma reserva de pilotos, tanto para a Força Aérea, como para a Aviação Civil.Nesta campanha, em favor da Aeronáutica Brasileira, pretendeu transformar cada município num centro de treinamento civil de pilotos através de semeadura de aeroclubes. E foi muito feliz nesta cruzada patriótica, pois muitos desses pilotos prestaram, após cursarem os CPOR da Aeronáutica no Galeão, São Paulo e Porto Alegre, serviços ao esforço de guerra na Itália e na vigilância do litoral brasileiro durante a 2ª Guerra Mundial e, sobretudo, à aceleração da Integração Nacional e da Aviação Civil. Em 1935 Assis Chateaubriand teve ação de boa repercussão na criação do Ministério da Aeronáutica, ao fazer chegar ao Presidente Getúlio Vargas, artigo de 17 fev 1935 em O Jornal, de sua propriedade, do capitão de Engenharia Aurélio de Lyra Tavares, que teve grande repercussão e sob o título “Ministério do Ar” e transcrito por Lavenére-Wanderley em História da FAB.

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Artigo que assim penalizava a idéia pois de um órgão central que dirija a evolução técnico e industrial da nossa aviação é oportuna, e a fórmula da criação da do Ministério do Ar deve ser tomada na devida consideração pelos dirigentes dos país”.Artigo escrito sob o pseudônimo de Observador Militar o qual Chateaubriand entregou pessoalmente ao Presidente Vargas que ali mesmo o repassou a Salgado Filho para estudos, concretizados em 1941, com a criação do Ministério da Aeronáutica.

Imagens de aeroclubes, pilotos e aviões incorporados no cenários nacional

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PROGRAMA VOCAÇÕES – AERO CLUBE DO CEARÁ

https://youtu.be/E8DBiAjlZms

Editorial de Assis Chateaubriand: Aviação no Brasil em 1939

“Ao brasileiro reservou o destino o domínio dos ares. Com sua aviação militar e naval, sua aviação comercial, sua aviação civil, recruzam-se, hoje, em harmoniosa sincronia todos os nossos céus, e o Brasil está presente em toda parte. As linhas da aviação costuram a nossa unidade, num trabalho incessante, pondo o Amazonas vizinho das cochilhas e fazendo a metrópole namorada do planalto. Pode dizer-se que o Brasil de 1939 é mais homogênio que o Brasil de 1931. Com aviões cozemos os panos soltos do nosso fragmentado desenvolvimento”. Iniciou seu comentário com o Correio militar “dos audazes pilotos do coronel Eduardo Gomes na façanha das inter comunicações através do hinterland brasileiro assume proporções quase de feito de armas” Dezesseis pilotos brasileiros sob a liderança do comandante Coriolano Luiz Tenan completou com brasileiros a sua equipe de profissionais aviadores em obediência a Lei de nacionalização do seu pessoal navegante. “De outro lado, levando a todas as direções as aeronaves do Sindicato Condor vamos encontrar patrícios, alguns deles, tais como os srs Severiano Lins, Licinio Corrêa, Rodolpho Rotermundi e Leonardo Haas, enviados a Alemanha à custa da empresa para completarem o curso de aperfeiçoamento”. Entre outros pilotos-comandantes destaca o nome do João Urupukina, da Condor, “morto em recente desastre, era também brasileiro. Dextro, de sangue-frio, de habilidade muitas vezes comprovada, a sua morte representa a fatalidade das forças imponderáveis”. Entre os pioneiros da aviação cita Bouilloux Lafont , “um dos nossos colaboradores permanentes. Seus artigos dos Diários Associados traduziam visadas de falcão entre a Europa e a América pelo caminho do ar”. Falar de aviação comercial no mundo deve-se associar o nome de Lafont: “campos, aparelhos, avisos de guerra, capitães, energias, dinamismo, ele construiu a grande obra, dos alicerces até as cimalhas”, na implantação da Latecoere na Europa, África e América do Sul. Dias depois desse editorial falecia em acidente o comandante número um da aviação comercial: comandante Severiano Lins.

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