Asas e Flaps

Nasce o famoso Paulistinha, que deu asas a Campanha Nacional de Aviação de 1941 – parte 1

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O Paulistinha CAP-4 é um monomotor de asa alta fabricado pela Companhia Aeronáutica Paulista. Nos modelos CAP-4  e, posteriormente, pela Neiva no modelo P-56 C, é considerado um dos aviões treinadores de maior sucesso no Brasil desde a década de 50, já tendo formado diversas gerações de pilotos de avião. Foi projetado com direção de Romeu Corsini da USP. Em 1955, a Neiva adquiriu os direitos de fabricação da aeronave, lançando uma versão batizada de Paulistinha 56 ou Neiva 56. A Força Aérea Brasileira operou a versão Neiva desta aeronave entre 1959 e 1967

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L-C Paulistinha

O nascimento da fera denominada CAP-4 , mais conhecido como “Paulistinha”

Dentro do hangar fábrica da Companhia Aeronáutica Paulista, o Ypiranga foi retocado e recalculado visando uma melhor performance sem, no entanto, alterar profundamente o projeto original. Para tanto, recebeu a atenção do IPT, constituída pelos aviadores engenheiros Romeu Corsini, Clay Pesgrave do Amaral e Adonis Maistino.

Cerca de um ano após sua chegada a utinga e novamente homologado, estava pronto para ser fabricado em série. Era então um avião melhorado, recebendo a designação CAP-4, mais conhecido como “Paulistinha”.  Em Abril de 1943, dava o seu primeiro voo como sinal de abertura para a produção subsequente de cerca de 770 aeronaves, até a suspensão em 1949. Biplace em tandem, sua asa alta, com estrutura tubular em aço cromo molibdênio, célula entelada, hélice bi-pá de madeira, agora com motor Franklin de 65 UP e trem de pouso convencional, tornou-se o líder dos aviões brasileiros de instrução.

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Paulistinha Aeroclube de Jundiai , desenho de Herert Monfrê

Fácil de pilotar, robusto e de manutenção simples e econômica. Ficou sendo a aeronave ideal para uso em escola de pilotagem dos aeroclubes. Os primeiros exemplares vinham equipados com apoio de sapata metálica na cauda, pois a grande maioria das pistas na época tinham piso de grama ou terra.

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PA-11 colaboração de Carolina Prado do Aeroclube de Jundiai

Porém esta característica foi logo mudada, substituindo-se a bequilha pela terceira roda. Foi o avião de treinamento básico fabricado em maior número na América Latina.

Além de suas características favoráveis, o sucesso de sua grande produção deveu-se a fatores coadjuvantes sócio-políticos. Embora o governo mostrasse interesse no desenvolvimento da aviação civil, não parecia dispor de meios econômicos para comprar a produção destas aeronaves da CAP para distribui-las entre os aeroclubes do país.

Fonte: Memórias da Aviação Paulista de Edgard O.C. Prochaska pag. 91

Veja abaixo

Documentário acadêmico produzido em 2006 pela turma de jornalismo da Universidade Anhembi Morumbi