Asas e Flaps

Comissários de bordo, vôo 4759 da TAM, hoje 3/12/2015 , Fortaleza – Brasília , minha experiência pessoal

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Muito acima do estritamente profissional eles foram excepcionalmente humanos.  Jime Costa,  Vinicius Sousa,  Deco Sceubert e a mais bela que a Juliana Paes, a comissária Leny Rosany.

Minha homenagem hoje vai para vocês

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Decolamos de Fortaleza no horário, a aeronave não estava lotada, muitos assentos vazios, eu e minha esposa Marilene Studart estávamos viajando para comparecer a formatura militar da nossa esforçada neta, Fernanda Studart,  no Colégio Militar de Brasília.

Eu estava um pouco deprimido pois no dia anterior recebia um diagnóstico de que estava acometido de diabetes, que convenhamos não foi uma boa notícia, mas decidi encarar a viagem.

Lembrei que em outra ocasião nos idos de 1982 estava por necessidade de trabalho viajando também muito triste e preocupado. Poucos dias antes tinha perdido uma irmã e cunhado em acidente com aeronave da VASP na Serra da Aratanha no Ceará.

Solitário e triste, notei uma presença perto de mim, que me olhava e perguntava se eu estava passando bem, era um anjo vestido de comissária da mesma empresa que tinha sofrido aquele acidente trágico no qual ela também tinha perdido colegas de trabalho. Foi solidária.

Durante quase todo aquele  vôo aquela moça soube ultrapassar os limites do profissional e fazer algo mais, proporcionar ao passageiro que sofria calado e solitário um tratamento humanitário que amenizou e deixou uma marca indelével na minha mente de como se pode ser humana num contexto complexo de atividades em grandes altitudes que exigem grande disciplina para não dizer o esforço físico que é exigido. Obrigado meu anjo, infelizmente após mais de 30 anos seu nome perdeu-se na minha memória.

De outra feita, em outro vôo, desta feita numa aeronave da TAM, havia uma criança que não parava de chorar, e era alto, a mãe já não conseguia fazer a menininha parar o pranto talvez motivado pelo o que faz a pressurização nos ouvidos mais sensíveis.

Mas ai surgiu um anjo, aquela comissária tomou com delicadeza aquela criança nos braços e ficou andando com aquela criaturinha pelos corredores da aeronave até que como por milagre o choro parou para alívio de todos.

Teria muitos causos deste tipo para contar para vocês queridos leitores, mas hoje estou escrevinhando estas linhas para relatar minha experiência pessoal no vôo JJ4759 da TAM.

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No dia anterior como já mencionei acima estava meio cabreiro pela notícia da  diabetes que me acometia. E ai estava passando o lanche da manhã conduzido pela comissária Leny Rosany que teve a enorme paciência em me apresentar produtos isentos de açúcar no cardápio matinal da empresa. Senti zelo no atendimento da equipe para todos os passageiros que eram servidos naquela manhã.

A esposa que me acompanhava preocupada entendeu quando falei que precisava ir ao toilete (ela se preocupava porque estava tomando uma medicação que me fazia ter vertigens e tonturas quando me levantava e andava.

Foi quando me deparei com os comissários que estavam reunidos , uns lanchando e outros prontos a atender algum chamado dos passageiros. Senti-me bem acolhido e passamos a trocar algumas ideias. Me esqueci do xixi, e sem me sentir aquela sensação de desconforto tinha passado.

Foi ai que o comandante da aeronave anunciou o pouso iminente e fui tomar o meu assento feliz da vida . Obrigado tripulação, voo perfeito, obrigado comissários. Feliz Natal para todos. Espero voltar para Fortaleza com vocês próximo dia 7 de Dezembro.

TAM

 

 

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