Assim Caminha a Humanidade

Ep. #33: Desertos e travessias: Reflexões sobre o luto

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A psicanalista Urania Tourinho Peres diz — no posfácio de Luto e Melancolia, do Freud, editado pela Cosac Naif — que a palavra não alcança o enigma de nossa existência, que se trama na vicissitude das perdas e seus lutos. Aliás, a autora afirma sem vacilação que o homem não caminha sem os seus lutos e as suas culpas. Aspas: “Ele pode tentar evitá-los, negá-los. Entretanto, tenhamos a certeza de que ainda que metaforizados em sintomas, eles sinalizam suas presenças. A desilusão, a descrença, a instabilidade, a insegurança, o medo, a inibição, a ansiedade e a falta de perspectiva futura do homem contemporâneo nos permitem dizer que a humanidade, através de uma força, ao mesmo tempo criadora e destruidora, vive sob o peso de um luto que procura negar e de uma culpa da qual não consegue se eximir. Fecha aspas. A psicanalista nos lembra ainda que nós entramos no mundo através do grito e do choro dados após um corte e após as perdas placentárias que marcam a origem do nosso desamparo. Sim, senta aqui perto, pega um café, que hoje nós vamos conversar sobre luto, aquilo que, para Freud, é o mundo tornado “pobre e vazio”.

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Apresentação: Pati Rabelo e Heráclito Pinheiro

Roteiro: Pati Rabelo

Consultoria: Heráclito Pinheiro

Edição: Mariana Vieira

Arte da Vitrine: Pati Rabelo

Curadoria de Instagram e Blog: Pati Rabelo

Comercial: Heráclito Pinheiro

Coordenação de Produção: Chico Marinho

Estratégia Digital: João Victor Dummar

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