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Ginecologista e obstetra Denise Vasconcelos fala das diferenças, vantagens e desvantagens do parto normal e cesariana

A ginecologista e obstetra Denise Vasconcelos (CRM 9598 – CE), da Clínica Integrare

A ginecologista e obstetra Denise Vasconcelos (CRM 9598 – CE), da Clínica Integrare

A ginecologista e obstetra Denise Vasconcelos (CRM 9598 – CE), da Clínica Integrare, tira algumas dúvidas e fala sobre as diferença do parto normal e cesariano. Os riscos que podem correr o bebê e a mãe.

ROBERTA FONTELLES PHILOMENO – Como é feita a escolha pelo parto normal ou cesariana?

DENISE VASCONCELOS – A princípio não há contra- indicações para nenhuma das duas vias de parto. Durante o acompanhamento pré-natal, através dos exames realizados podemos rastrear algumas doenças ou morbidades da mãe ou do bebê que podem dificultar ou causar complicações no momento do parto normal. Nesse caso, optamos por cesariana para prevenir qualquer risco à saúde da mãe e do seu bebê.

RFP – Quais situações são essas?

DV – Situações tipo: pressão alta, diabetes, mulheres com cardiopatias, doenças respiratórias graves, gemelares, bebês numa posição não ideal (não está cefálico) ou acima de 4 kg são algumas situações que constituem contraindicação relativa ao parto normal. Porém, cada caso deve ser avaliado individualmente. O único intuito é manter a integridade física da mãe e a vitalidade do bebê até o final do procedimento e não correr riscos desnecessários que muitas vezes deixam sequelas pra toda a vida.

RFP – Quais as diferenças entre o parto normal e o cesariano?

DV – Cada via tem seus prós e contras. Parto normal ou vaginal é uma via mais natural, não há necessidade de anestesia e a mulher recupera-se mais rápido. Porém, em mulheres que vão dar a luz ao primeiro filho, às vezes o trabalho de parto pode durar até mais de 12h. É possível se fazer durante o parto normal uma analgesia (apenas alivia a sensação de dor). Isso é feito apenas nos momentos finais do trabalho de parto. Sempre vale lembrar que essa via de parto é imprevisível. Ao menor sinal de complicações, poderá haver a necessidade de mudar para cesariana.

RFP – E como é a cesariana?

DV – É um procedimento cirúrgico, que dura em torno de 1h. É feita uma anestesia (raquianestesia) e a paciente fica sendo monitorada em tempo integral. É importante nos casos de mulheres que tem doenças crônicas, pois fica mais fácil controlar os imprevistos. Hoje em dia busca-se minimizar os efeitos da cirurgia para que a mulher possa retornar às suas atividades o quanto antes. Todas essas questões são avaliadas ao longo dos nove meses de pré-natal e discutidas com o casal, mas a indicação da via de parto é um ato médico. Converse com seu obstetra e tire todas as suas dúvidas para que o momento do parto seja bem tranquilo.

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