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DOR PÉLVICA : quando me preocupar?

 

DOR PÉLVICA : quando me preocupar?

Dra Denise Vasconcelos, explica.

Dor pélvica é uma queixa bastante frequente entre as mulheres. Em alguns casos pode sinalizar algo mais grave como uma DIP. A Doença é uma infecção clínica aguda do trato genital superior (endométrio, tubas uterinas e anexos) e geralmente consequência de uma DST. A mortalidade tem diminuido bastante, porém as sequelas como obstrução tubária e aderências pélvicas são frequentes e podem resultar em infertilidade, gravidez ectópica (aumento de 6-10 vezes em relação à população comum) e dor pélvica crônica.

A gravidade das sequelas está relacionado com a duração da doença. É mais comum em mulheres jovens, com multiplicidade de parceiros; e que não utilizam métodos contraceptivos de barreira ou hormonal. O preservativo (masculino ou feminino) impede o contato do esperma com o trato genital feminino (muitas vezes essas bactérias vem junto com os espermatozoides); já os anticoncepcionais hormonais tornam o muco cervical espesso e atrofiam o endométrio; isso diminui de 40-60% o risco de DIP. Outros fatores de risco: parceiro com DST; manipulações endometrial e cervical; DIP anterior. Os sintomas  são principalmente dor pélvica de início súbito e sem uma localização específica; corrimento genital, às vezes, purulento; dor e/ou sangramento nas relações sexuais; febre (nem sempre presente). Menorragia ou sangramento intermenstrual pode aparecer se houver endometrite, que é uma infecção dentro do útero. Se houver irritação peritoneal pode ter náuseas e vômitos também. Diagnósticos diferenciais: gravidez ectópica; apendicite; colecistite.

Quanto mais precoce o diagnóstico e tratamento, menores as chances de sequelas. No entanto, não existe um exame clínico ou laboratorial que permita um diagnóstico definitivo. Mas a ausência de sintomas não exclui a doença, por isso o parceiro deve sempre ser tratado. A prevenção é muito importante. Orientação da cliente sexualmente ativa, manter a vacinação em dia e fazer seu check up ginecológico regularmente. Assim, podemos detectar e tratar aqueles casos subclínicos ou assintomáticos e evitar sequelas futuras.

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