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Entenda sobre tomossíntese mamária! #Saúde

MAIS PRECISÃO NO DIAGNÓSTICO

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O radiologista e neurorradiologista Daniel Castro fala da tomossíntese mamária

1 – A tomossíntese mamária, que promete revolucionar o diagnóstico do câncer de mama, já chegou Fortaleza, nos centros mais avançados, como na Clínica Omnimagem. O aparelho é semelhante à mamografia digital. “A diferença está na capacidade em fazer uma aquisição volumétrica tridimensional, usando uma tecnologia de reconstrução similar a da tomografia computadorizada de fazer reconstrução de diversas “fatias” da mama”, esclarece o radiologista e neurorradiologista Daniel Castro (CREMEC 6950), professor adjunto da Faculdade de Medicina da Universidade Federal do Ceará (UFC).

2 – Daniel Castro esclarece ainda que a mamografia convencional ou a digital são métodos bidimensionais. “Isso significa que estruturas que estão em diferentes planos são sobrepostas na imagem gerada. Essa sobreposição pode dificultar a identificação de lesões, atrasando o diagnóstico de um câncer, como também pode criar falsas imagens que podem levar a biópsias desnecessárias”.

3 – Já a tomossíntese permite o fatiamento do volume obtido em cortes de até 1mm. “Os problemas em diagnóstico existentes na mamografia convencional ou na digital são minimizados, melhorando a detecção de lesões e evitando falsos negativos”. Com o avanço da tecnologia, estudos falam em aumento de cerca de 30% na detecção de lesões e de redução de 30% na reconvocação das pacientes para exames complementares. “Porém, vale ressaltar que mesmo com o uso da melhor tecnologia só se consegue detectar cerca de 85% dos canceres de mama. Assim ainda temos muito a evoluir”, deixa bem claro o radiologista e neurorradiologista.

4 – Outra vantagem do aparelho de tomossíntes e é que ele realiza conjuntamente a imagem de mamografia digital. “Ambas são interpretadas simultaneamente, o que praticamente dobra o tempo de análise do exame”. Sua realização não dispensa, digamos assim, outros exames como o ultrassom. “Um método complementar à mamografia e à tomossíntese, principalmente, em mulheres acima de 40 anos. Ele tem um papel importante naquelas mulheres com mamas densas”. Já a biópsia é o exame definitivo quando se detecta uma lesão suspeita de câncer de mama. “O que os estudos têm mostrado é que como a tomossíntese deixa menos dúvida, diminuído o diagnóstico de falsas lesões, e assim há uma redução do número de biópsias”.

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Estudos detectaram um aumento de cerca de 30% na detecção de lesões e de redução de 30% na reconvocação das pacientes para complemento do diagnóstico de câncer de mama, quando realizada a tomossíntese

5 – Diante desse arsenal de exames, Daniel Castro explica que o médico é quem indica a melhor opção para o caso da paciente. E como a tomossíntese mamária ainda é uma tecnologia nova é muito cara e não está citada no rol de procedimentos da ANS. “Os planos de saúde ainda não cobrem esse exame. Pacientes mais jovens e com mamas muito densas são as mais beneficiadas por essa nova tecnologia”. A expectativa é que o valor do exame fique entre R$ 300 e R$500.

6 – Em relação à tomossíntese mamária ser um exame doloroso ou não, o radiologista e neurorradiologista e explica que é praticamente o mesmo tipo de compressão da mamografia convencional e digital. “A compressão é necessária e tem a finalidade de espalhar o tecido, reduzindo a sobreposição de estruturas, porém não na mesma intensidade, pois o objetivo aqui é mais de reduzir a espessura da mama, o que reduzirá o número de cortes necessários e assim a radiação utilizada, além de imobilizar a mama”.

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