Beleza e Saúde

OUTUBRO ROSA – DIAGNÓSTIVO PRECOCE

 

O câncer de mama é o segundo tipo mais comum de câncer e o que mais atinge as mulheres, no mundo. No Brasil, o câncer mamário é o que mais causa mortes entre nas mulheres. Até os 35 anos, a doença é considerada rara, após os 40, a incidência cresce progressivamente. Além dos aspectos físicos, a doença causa danos psicológicos, que afetam a percepção da sexualidade e a própria imagem pessoal.
A melhor forma de diagnosticar o câncer de mama, em estágio inicial, é através do exame de mamografia, o qual deve ser feita por todas as mulheres a partir dos 40 anos e de preferência uma vez por ano. O ultrassom é um método complementar à mamografia e à tomossíntese, principalmente, em mulheres acima de 40 anos. Ele tem um papel importante naquelas mulheres com mamas densas. A biópsia é o exame definitivo quando se detecta uma lesão suspeita. É a biópsia que constata o problema.

Não fique em pânico se nos exames forem detectado nódulos ou microcalcificações, nem todos são malignos. “Em geral, os nódulos são benignos, mas precisam ser investigados. Após a mamografia, detectada a alteração, aí vamos para o exame de ultrassom para saber a natureza do nódulo (sólido ou cístico) ou da microcalcificação”, observa a mastologista Paulla Vasconcelos Valente (CRM 9577 ), da Oncoclinic.
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O nódulo cístico é de água, “geralmente provocado por alterações hormonais”. Já os sólidos são de massa precisam ser pulsionados. Dependendo do caso, indicamos a cirurgia ou controle clínico, dependendo do resultado da biópsia, se é de natureza benigna ou maligna”, conta.

Já as “microcalcificações, vistas apenas através da mamografia (a ultrassonografia não detecta) é como se fossem uma poeirinha”. À medida que a mama vai sendo substituindo por gordura podem surgir as microcalcificações. “Na grande maioria, as alterações mamárias não implicam em maiores preocupações. Só que é preciso acompanhamento e controle do médico”, alerta.

Como esses cuidados, com o diagnosticado precocemente e se tratado o câncer de mama no início, as chances de cura ultrapassam 90%. “A detecção precoce de tumores abaixo de 2cm, sem comprometimento da axila, tumores mais lento, melhora as chances de cura, maior qualidade de sobrevida. A chance da mulher estar viva após cinco anos do tratamento é muito grande”, observa a mastologista Paulla Vasconcelos Valente.

A mastologista diz ainda que o dignóstico precoce é importante até para a auto-estima, em muitos casos, é possível preservar a mama. “Dependo da relação tamanho do tumor e tamanho da mama, dá para fazer um quadrante, ou seja: retirar ¼ da mama, sem a necessidade da mastectomia (retirada total do seios)”, explica Paulla Vasconcelos.

Nos tumores acima de 5cm e com comprometimento da axila, primeiro local para onde as células desgarradas da mama migram, é alta a chance de metástase (tumor à distância) no pulmão, nos ossos, no fígado e no cérebro. “Nesses casos, a sobrevida diminui e muito”, lamenta.

Outro perigo do câncer de mama é que ele se desenvolve de maneira silenciosa, assintomática. “Dai a importância da mamografia todos os anos, apara o acompanhamento da mama”. Em geral não dói, não sai secreção pelo mamilo, não é registada alteração na pele. “São sintomas que só se ver em estágios avançados da doença, com o surgimento de necrose com mal cheiro”, avisa.

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