Beleza e Saúde

Cirurgião Hipólito Monte fala que nódulos da tireóide são mais comuns do que você imagina

 

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Estima-se que até 1/3 das mulheres adultas tenham nódulos na tireóide

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Cirurgião Hipólito Monte, do Instituto Hipólito Monte

1 – A presença de um nódulo na tireóide (glândula em forma de borboleta localizada na face anterior do pescoço, logo abaixo da laringe) é um evento bastante comum na prática clínica. “Estima-se que até 1/3 das mulheres adultas tenham nódulos que possam ser detectados pela ultrassonografia”, diz médico cirurgião Hipólito Monte, do Instituto Hipólito Monte. Apesar de ser um diagnóstico que causa certa preocupação nos pacientes, a verdade é que menos de 5% dos nódulos diagnosticados acabam por ser causados por uma doença maligna.

2 – A doença nodular da tireoide pode se apresentar de diversos modos. “O nódulo pode ser único ou podem haver múltiplos nódulos, chamado de bócio multinodular. Os nódulos podem ser sólidos ou podem conter líquidos no seu interior (cisto da tireóide)”.

3 – Alguns nódulos produzem hormônios tireoidianos de modo independente da glândula tireóide, causando os sintomas de hipertireoidismo. A maioria dos nódulos da tireoide é causado por adenomas, tumores benignos ou seja, não é cancerígeno. “Já o câncer de tireóide, geralmente, é formado por nódulo único, sólido, bem aderido à tireoide, de rápido crescimento e não produtor de hormônios. A presença de linfonodos palpáveis no pescoço depende do tipo de neoplasia associada”, diz o cirurgião.

4 – Hipólito Monte diz que a maioria dos nódulos da tireóide não causa sintomas. “Quando há sintoma é porque os nódulos são funcionais, produzindo hormônios tireoidianos em demasia ou porque são grandes, obstruindo estruturas próximas e se tornando aparentes, com incômodo para engolir e a sensação de um caroço na base do pescoço”. Outros sintomas são: o emagrecimento e a rouquidão.

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E não se assuste, menos de 5% dos nódulos diagnosticados acabam por ser causados por uma doença maligna

5 – O diagnóstico pode ser por exame físico ou pela ultrassonografia. “A tomografia computadorizada, a cintigrafia da tireoide e o PET (tomografia por emissão de pósitrons) também podem ser utilizados no diagnóstico”. A dosagem do TSH, T3 e T4 sanguíneos, diz Hipólito Monte, é importante para a avaliação do funcionamento do nódulo.

6 – Já o tratamento vai depender do tipo de nódulo que foi identificado na investigação. “Se houver segurança de que se trata de um nódulo benigno, não é preciso fazer nada, apenas a monitorização, a depender do tamanho e sintomas”. Se o nódulo for benigno, mas estiver produzindo hormônios de forma indesejada, a cirurgia para remoção está indicada ou destruição por irradiação. “A cirurgia também está indicada quando há suspeita de que o nódulo possa ser um câncer. Atualmente, maioria dos pacientes com câncer de tireóide tem boas chances de cura”, avisa Hipólito Monte.

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