Beleza e Saúde

O plasma de argônio pode ajudar aos bariátricos a não voltar a engordar

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O médico João Paulo Aguiar Ribeiro Paulo (CRM 9886 / RQE 5962), endoscopista especialista em obesidade da Première Medicina e Saúde, Mestre em Gastroenterologia pela USP, aborda o plasma de argônio que pode ajudar aos bariátricos a não aproveitarem a engordar.

ROBERTA FONTELLES PHILOMENO – Por que bariátricos podem voltar a ganhar peso?

JOÃO PAULO – Os motivos que levam ao reganho de peso são muito discutidos, mas, geralmente, são pacientes que não mudarem seu estilo de vida, nos primeiros anos da cirurgia. Seguiram com maus hábitos alimentares, ingestão abusiva de doces e álcool e o sedentarismo. A má escolha da técnica cirúrgica, além do rápido esvaziamento dos alimentos do novo estômago, ocasionado pelo aumento do calibre da anastomose gastrointestinal, também podem contribuir.

RFF – Qual o maior problema do paciente voltar a engordar?

JP – O problema é que aumenta novamente o risco do desenvolvimento das doenças ligadas à obesidade, tais como: hipertensão arterial, dislipidemia, apneia do sono, dentre outras.

RFP – Qual o percentual de pacientes voltam a engordar após se submeterem à cirurgia bariátrica?

JP – Mais de 25% dos pacientes operados voltam a engordar, segundo estudos.

RFP – O que é o plasma de argônio?

JP – Consiste num procedimento realizado por via endoscópica, minimamente invasivo, seguro, ambulatorial, promovendo a termo coagulação da mucosa da anastomose gastrointestinal e, consequentemente, uma redução do seu calibre com o processo cicatricial. Assim, o esvaziamento gástrico é retardado e a saciedade alimentar do paciente volta a ser precoce, ajudando na perda de peso.

RFP – Em que caso é utilizado?

JP – Quando a causa do reganho de peso é o calibre aumentado da anastomose gastrointestinal, que é a emenda cirúrgica entre o estômago reduzido e o intestino desviado. O ideal é que a emenda fique em torno de 1cm. Só que, após dois anos da cirurgia, a dilatação da anastomose pode ocorrer naturalmente, chegando a 4cm a 5cm de diâmetro, o que permite a passagem do alimento, não ocorrendo a sensação de saciedade precoce.

 

 

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