Beleza e Saúde

Coloproctologia Éico de Carvalho Holanda fala sobre técnica inovadora

Coloproctologia e colonoscopia Érico de Carvalho Holanda (CREMEC 8643) fala da doença da homorroida e da desarterialização hemorroidária, um novo tratamento cirúrgico inovador. “A doença acompanha o ser humano desde sua evolução. os primeiros relatos do tratamento dessa moléstia datam de 1.300 a.C.”, relata o médico.

ROBERTA FONTELLES PHILOMENO – As hemorróidas são assim um bicho de sete cabeças?

ÉRICO DE CARVALHO HOLANDA – As hemorroidas, por incrível que pareça, são nossas aliadas. Ela é um componente vascular presente na região anal de todos os bípedes e desempenham, basicamente, três funções: participam da sensibilidade anal, promovem a proteção do ânus diante do trauma contínuo das fezes e colaboram na continência fecal, ou seja, no poder que nós temos de controlar os flatos e as fezes.

RFP – Quando as hemorróidas viram um problema?

ECH – Quando começam a dilatar, devido ao aumento do fluxo sanguíneo na região provocado pelo gravidez (quando o crescimento do útero obstrui o retorno venoso, acumulando sangue na pelve) e pelo desgaste dos tecidos de sustentação, fazendo, literalmente, que elas dilatem e arreiem, comum a partir dos 50 anos de idade.

RFP – E isso é grave?

ECH – Jamais doença na hemorroida desenvolve para doenças como o câncer, mas interfere na qualidade de vida do indivíduo, causando sangramento anal, desconforto, coceira e secreção na região.

RFP – Então, a doença na hemorroida é sempre benigna?

ECH – Sim! Agora, abro um parêntese para alertar que nem sempre o sangramento anal decorre de doença hemorroidária. Dessa forma, imprescindível uma consulta com um médico especialista à procura de diagnósticos diferenciais.

TÉCNICA INOVADORA

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Coloproctologia e colonoscopia Érico de Carvalho Holanda diz que foram criadas novas técnicas do tratamento cirúrgico da hemorróida. “O procedimento da desarterialização hemorroidária que promove a diminuição do fluxo sanguíneo e a ancoragem dos tecidos prolapsados, atuando nos principais mecanismos fisiopatológicos da doença.

A técnica consiste na introdução, pelo ânus, de um aparelho acoplado a um sonar doppler, permitindo, assim, a localização precisa das artérias hemorroidárias que estão com seu fluxo sanguíneo aumento. “Após a identificação sonora dos vasos sanguíneos, realizamos a ligadura com um fio cirúrgico que será posteriormente absorvido pelo organismo, seguida de uma amarradura que puxa o tecido arriado de volta à sua posição de origem”, explica.

Com não há cortes cirúrgicos, a cirurgia proporciona uma satisfação em até 92% dos pacientes operados, por permitir menor dor no pós-operatório e um retorno mais rápido às atividades cotidianas. “O principal efeito adverso do pós-operatório é o sangramento, que pode ser registrado em até 7% dos casos, de pequena a moderada quantidade, mas controlável”, observa. Já as taxas de recidiva da técnica podem chegar a 10% dos pacientes operados após um ano.

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