Beleza e Saúde

Entrevista com cirurgião plástico Dalvo Neto fala das próteses de glúteo, verdadeira febre entre a mulherada

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Cirurgião plástico Dalvo Neto (CREMEC 9100 / RQE 6913) fala das próteses de glúteo que vêm se tornando uma verdadeira febre entre a mulherada e também entre as pessoas, independente de sexo, que desejam modelar o corpo após terem se submetido à cirurgia bariátrica. Um crescimento de 20%, nos últimos 3 anos, na gluteoplastia de aumento, com utilização de implantes de silicone.
Dalvo Neto aconselha que, por se tratar de um procedimento cirúrgico que surgiu a pouco tempo, se comparado ao implante mamário, as pacientes busquem um profissional qualificado e experiente. “No caso da cirurgia não ser bem sucedida, a correção se torna um procedimento complicado e nem todos os cirurgiões têm experiência para realizá-la”, alerta.
ROBERTA FONTELLES PHILOMENO – Por que aumentou tanto a procura pela colocação de silicone nos glúteos?
DALVO NETO – Mulheres com maior volume de nádegas despertam maior atração e desejo sexual, o que tem levado ao aumento da procura pela gluteoplastia de aumento, com utilização de implantes de silicone. E as primeiras próteses a serem introduzidas eram próteses feitas para mama e colocadas acima do músculo, sob pele e gordura. Aí, as próteses se rompiam facilmente, com graves consequências e produziam estrias. Hoje, as próteses são seguras o que eleva a procura pelo procedimento.
RFP – Qual o formato?
DN – A partir de 2005, a Silimed, empresa pioneira na fabricação de implantes de silicone, passou a produzir próteses ovais, com perfil mais elevado e com um formato mais gracioso, denominada quartzo.
RFP – O pós operatório é difícil, a pessoa passa quanto tempo sem sentar direito?
DN – O procedimento exige mais cuidado no pós-operatório, pois as próteses estão localizadas em um local de movimento e compressão ao sentar. Nos primeiros dias, a dor é mais intensa pela distensão muscular (pode ser comparada à dor de uma cirurgia ortopédica). Nestes 25 anos de experiência, estudos concluíram que, quando a paciente retorna para troca do implante, podemos usar uma prótese com volume bem maior, sem causar tanta dor, como no primeiro implante.
RFP – Assim como acontece com as próteses de mama, é preciso fazer o acompanhamento das próteses dos glúteas?
DN – Aconselhamos o controle e avaliação frequentes, com exames de raio X, tomografia e ressonância magnética, que vem a ser o mais indicado. Se a prótese estiver rompida, não há motivo de preocupação, é só substituir. Tenho pacientes que substituíram dois anos após o diagnóstico de rompimento.

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