Beleza e Saúde

CIRURGIÃ PLÁSTICA ADIVÂNIA PINHEIRO FALA DO MUTIRÃO QUE DEVOLVEU AUTOESTIMA ÀS MASTECTOMIZADAS

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Cirurgião plástica Adivânia Pinheiro

1 – A Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica concluiu, no mês de outubro passado, o maior mutirão brasileiro para reconstrução de mama em pacientes que foram vítimas de câncer de mama e passaram por mastectomia (cirurgia para retirada de mama) e não puderam ter suas mamas reconstruídas.

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Equipe do Ceará que realizou o mutirão de reconstrução de mama, no Estado

2 – A ação beneficiou centenas de pacientes em todo o território brasileiro, mobilizando mais de 800 cirurgiões plásticos e residentes e estando presente em 18 unidades da Federação. No Ceará, vários hospitais participaram da ação, Hospital das Clínicas Walter Cantídio, Instituto José Frota, Hospital Geral de Fortaleza, Hospital César Cals, São Camilo e Hospital Fernandes Távora.

3 – “No Hospital das Clínicas aconteceu o maior número de cirurgias no Ceará, cerca de 60% das cirurgias programadas para o Estado. As cirurgias foram oferecidas, gratuitamente, e todos os cirurgiões plásticos atuaram de forma voluntária”, esclarece a cirurgião plástica Adivânia Pinheiro (CRM 10565 / RQE 6285), que participou do movimento realizado durante todo este mês de outubro.

4 – As pacientes foram previamente selecionadas a partir das listas de espera no Sistema Único de Saúde e submetidas aos exames necessários para a cirurgia. “O mutirão contou também com empresas parceiras que doaram as próteses e soutiens de pós operatório. “Na cirurgia de reconstrução da mama foram empregadas várias técnicas de cirurgia plástica que tentam restaurar a mama considerando-se a forma, a aparência e o tamanho após a mastectomia”, explica a cirurgiã.

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A mulher mastectomizada chega a esperar até dez anos, para reconstrução de mama, no SUS

5 – No Brasil é registrado cerca de 50 mil casos de câncer de mama, anualmente. Desses, em torno de 12 mil pacientes, morrem após o diagnóstico. Dos outros 38 mil, cerca de 5 mil conseguem fazer a reconstrução mamária pelo convênio ou plano de saúde, enquanto mais de 30 mil mulheres dependem da rede pública para o procedimento. “Cerca de 25 mil pacientes ficam sem realizar a reconstrução mamaria anualmente”. O tempo médio de espera de uma mulher brasileira que permanece mastectomizada, na rede pública de saúde, gira em torno de dez anos.

6 – A Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica buscou com essas ações reduzir esses números tão alarmantes, trazendo uma melhor qualidade de vida às pacientes. “O mutirão causou um impacto extremamente positivo na vida dessas mulheres, que se sentiram mutiladas pela doença, devolveu a autoestima perdida e a esperança por dias melhores”, conclui cirurgiã plástica Adivânia Pinheiro.

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